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[Resenha #138 ] Queda de Gigantes de Ken Follet @editoraarqueiro


Nome: Queda de Gigantes
No Original: Fall of Giants
Autor (a): Ken Follett
Páginas: 912
Editora: Arqueiro
Comprar: Submarino


Sinopse: Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. O despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. As vidas de personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, o presidente Woodrow Wilson, o parlamentar Winston Churchill e os revolucionários Lênin e Trótski. A saga de famílias de diferentes origens, uma inglesa, uma galesa, uma russa, uma americana e uma alemã. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. A ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, retrato de um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando.


Resenha:

Este livro tem mais de 900 páginas. Mesmo assim, Ken Folett consegue dar conta de contar tudo e neste primeiro livro, aborda a Primeira Guerra Mundial. Queda de Gigantes é o primeiro livro da trilogia O século, que pretende narrar os acontecimentos mais marcantes do século XX, mas com o diferencial de mostrar pessoas que vivenciram esses acontecimentos, pessoas comuns com interesses e paixões.

Follet mistura personagens reais e fictícios, junto com os acontecimentos históricos e de ficção, dando vida a um tempo esquecido por muitos de nós. Como leitora, eu senti as condições de frio e miséria das trincheiras na Europa quando Billy Williams liderou seus companheiros na batalha contra os alemães, apesar da liderança inepta de Earl Fitzherbert, um homem nascido de riqueza e poder com pouca compreensão real de guerra e de condições humanas. Eu gostei quando o famoso dia da trégua de Natal não oficial entre os aliados e os alemães foi relatado como um lembrete de que os soldados são apenas pessoas comuns, afinal.

Os personagens de Follett são convincentes como indivíduos com uma vida plena e complexa. Assim como a vida real não é simples e previsível, o caso de amor entre uma nobre britânica Lady Maud Fitzherbert, e o militar alemão, Walter von Ulrich, enche o leitor com tanto sofrimento e alegria. E o movimento social do direito das mulheres de votar na Grã-Bretanha, junto com o surgimento de sindicatos na Rússia, Escócia e Estados Unidos, traz uma compreensão real das condições humanas que levam os cidadãos comuns para arriscar suas vidas para melhorar a vida dos outros.

 "Se falar sobre a guerra pode fazê-la acontecer, então sim, nós vamos lutar, pois estão todos se preparando para isso. Mas quanto a haver um motivo de verdade, eu não vejo nenhum." Pág. 56

     Tal como acontece com a maioria dos trabalhos Follett, os leitores devem estar preparados para as complexidades de vários personagens, vários locais e detalhes que aparecem inicialmente assustadoras. No entanto, Follett é um tecelão magistral de histórias, trazendo o leitor para o centro do tudo com imagens bem desenvolvidas e as emoções dos personagens são sentidos.

     Follett escreve com ricos detalhes de fatos históricos e faz você realmente  sentir que você estava lá lutando junto para a paz em vez de querer levar a Europa a uma guerra mundial devastadora. Você segue junto com os personagens e como eles vão na luta pelo sufrágio das mulheres e até a Revolução Russa e satisfazer a Lenin e ver como os rebeldes assassinaram o czar Nicolau II e sua família em 1917. Simplesmente é um livro que deve ser lido por todos que gostam de história. Eu ainda não consigo superar o quão maravilhoso este livro é. Foi uma leitura longa, mas flui tão rápido que você consegue ler centenas de páginas por dia. A história flui com facilidade e antes que você perceba, você terá terminado. Recomendo este livro e eu não posso esperar para ler o próximo.




5 comentários:

  1. Oie!!
    Não conhecia esse livro! E pelo nome nem saberia do que se trata, ótima resenha, vou ver se compro ele, fiquei muito interessada, segunda guerra é sempre um assunto que me instiga.
    Bjosss

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  2. Com certeza vai entrar na lista!
    amo livros de guerra!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias
    Livroterapias

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  3. Eu já li esse livro e concordo com as características que você destacou na sua resenha. Na minha opinião, a Revolução Russa foi bem mais interessante do que a Primeira Guerra, estou dizendo isso na minha opinião. Estou com o segundo livro em casa e não vejo a hora de poder começar a lê-lo.

    Abraços.
    Entre Livros e Livros.
    http://musicaselivros.blogspot.com.br/

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  4. Eu tenho muuuita vontade de ler esse livro, a história parece ser ótimaa!
    Beijos!

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  5. Olá Michelle,

    Esse livro esta na minha lista de desejados....é um livro grande mas com certeza excelente...parabéns pela resenha....abçs.

    http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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