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[Resenha #193] A improvável jornada de Harold Fry - Rachel Joyce @Suma_BR




A improvável jornada de Harold Fry
Rachel Joyce

Tradução: Johann Heyss
Ficção
ISBN: 9788581051659
Ano: 2013
248 páginas
Classificação: 4 estrelas
Compre: Submarino

Sinopse:
Vencedor do britânico National Book Award na categoria de melhor livro de estreia e finalista do prestigiado Man Booker Prize, A improvável jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce, tem como temas centrais os sentimentos de amor, amizade e arrependimento. A autora conta a história do aposentado Harold Fry que numa manhã de sol sai de casa para colocar uma carta no correio, sem imaginar que estava começando uma jornada não planejada até o outro lado da Inglaterra. Ao receber uma carta de Queenie Hennessy, uma velha conhecida com quem não tem contato há décadas, ele descobre que ela está em uma casa de saúde, sucumbindo ao câncer. Então, Harold Fry escreve uma resposta rápida e, deixando sua mulher com seus afazeres, vai até a caixa postal mais próxima. Ali, tem um encontro casual que o convence de que ele deve entregar sua mensagem para Queenie pessoalmente. E assim começa a peregrinação improvável de Harold Fry. Determinado a andar 600 milhas de Kingsbridge à Berwick-upon-Tweed, porque, acredita, enquanto caminhar, Queenie Hennessy estará viva, ao longo do caminho, ele encontra personagens fascinantes, que o trazem de volta memórias adormecidas: sua primeira dança com Maureen, o dia do seu casamento, a alegria da paternidade. Todos os resquícios do passado vêm correndo de volta para ele, permitindo-lhe conciliar as perdas e os arrependimentos.


Resenha:

Harold Fry é um aposentado, que vive na rotina. Ele trabalhou a maior parte de sua vida no mesmo emprego, tirou todas as suas férias no mesmo lugar, e passou 20 anos dormindo em um quarto separado de sua esposa. Em seguida, ele recebe uma carta de Queenie, uma ex-colega que está morrendo de câncer e quer dizer adeus. Em vez de enviar uma carta em resposta, ele decide que ele deve ir vê-la no hospício do outro lado da Inglaterra.

Ao longo do caminho, Harold recebe bondade de estranhos, mas em troca ele acaba ouvindo seus problemas. Harold Fry reconhece que ter uma conversa raramente resolve os problemas. E esses encontros são casuais, e Harold é muitas vezes  sobrecarregado pelo que ouve.

A autora joga com as expectativas dos leitores através de um enredo incrível, ela lindamente tece uma história que é muito mais baseado na descoberta interna e dor do que qualquer conflito externo. Claro, Harold tem de lidar com bolhas horríveis, o mau tempo, e irritantes parasitas, mas a verdadeira profundidade vem no desenrolar lento de recordações remotas sobre sua criação difícil, seu casamento fracassado, seu relacionamento conturbado com seu filho, e o vínculo com a mulher que ele está indo ver.

A jornada de Harold foi muito gostosa de seguir. Há uma humildade em suas ações que é reconfortante e seus pensamentos são perspicazes. E ele continua humilde ao longo de sua jornada, algo difícil, dada a atenção que ele logo recebe da mídia com a notícia de sua peregrinação, mas são as suas observações sobre si mesmo e da humanidade que realmente fazem esse livro. Sua fé na bondade das pessoas é profunda. Seu remorso com sua indiferença com sua esposa, a relação tensa com seu filho, e outros arrependimentos mostram como o curso da vida é realmente inesperado. E é ao mesmo tempo um grande lembrete para ficar atento e lutar para o que realmente é importante na vida.

Maureen também tem sua própria jornada espiritual. Tão profunda quanto de Harold, embora o dela aconteça sob o conforto de seu próprio lar. Enquanto o caminho de Harold mostra o quanto é importante deixar sua zona de conforto e fazer as coisas, Maureen mostra a importância da auto-reflexão.
A Peregrinação improvável de Harold Fry é o tipo de romance que desperta a curiosidade do leitor para aprender. Sua peregrinação realmente é uma metáfora para a jornada da vida, como a necessidade de amor, bondade, fé e esperança é tão importante quanto a necessidade de comida e abrigo. 

A capa do livro é bem bacana, e a diagramação, revisão e tradução estão excelentes, a editora fez um excelente trabalho.

A parte mais ousada da peregrinação improvável de Harold Fry é o fim, o que traz a premissa caprichosa da fria realidade. A autora tece um final que é ao mesmo tempo trágico e edificante, um final perfeito para a viagem cumprida em que ela leva seus leitores.


3 comentários:

  1. Oi Michele!
    Esse livro parece ser muito interessante, eu já tenho o meu e estou curiosa para começar a leitura!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  2. Oi, Michelle!
    Eu gosto desses livros que nos fazem refletir através de uma temática dificil. Depois dessas suas descrições sobre a história, eu com certeza vou colocar ele na lista de leituras. Muito boa a resenha!
    Beijos
    Descobrindolivros.blogspot.com.br

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  3. Oiê! O livro parece ser bom, mas não faz meu gênero.

    xoxo

    Books & Emotions
    http://books-and-emotions.blogspot.com.br/

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