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Lançamentos de Julho/2014 @BertrandBrasil




    1831. uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando, mesmo sem querer, é enviada ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. Escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões – considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra.


    Aclamada por suas histórias curtas premiadas e por ter vencido o prêmio Novel in a Year, do Daily Telegraph, Vanessa Gebbie apresenta o romance O conto do covarde. Com uma história ímpar, muita emoção e uma técnica impressionante, a obra foi considerada por muitos críticos um dos melhores lançamentos de 2011.  Além da sensibilidade do texto e de personagens cativantes, o livro dialoga com o leitor ao longo de toda a história, proporcionando a nítida sensação de que ele faz parte da trama. Ele vai rir, surpreender-se, chorar, angustiar-se, e terá certeza de que está decidindo os rumos dos personagens junto com os próprios. O menino Laddy Merridew foi enviado para morar com a avó em uma pequena comunidade do País de Gales. Lá, inicia uma improvável amizade com Ianto Passchendaele Jenkins, o mendigo contador de histórias da cidade que é guardião do legado da Gentil Clara, uma antiga mina da região que explodiu há muitos anos e deixou marcas nas gerações futuras. Por meio das histórias do amigo, Laddy é envolvido pelo passado da cidade e pelos enigmas do presente. Os homens da cidade – assim como as mulheres que os geraram, as que casaram com eles e as que lamentaram suas mortes – estão interligados pelos ecos da tragédia da Gentil Clara e pela misteriosa figura de Ianto Jenkins, cujas histórias de lealdade e traição, perda e amor, formam uma inesquecível e fascinante colcha de retalhos.



    Quando publicado, Sangue, primeiro volume da trilogia O Vampiro de Mércia, tornou-se sucesso imediato de vendas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. K.J. Wignall surpreendeu os mais ardorosos fãs de fantasia ao criar um universo onde o vampiro distancia-se do perfil sentimental dos dias de hoje e se aproxima da versão mais famosa delas: o sombrio Conde Drácula.  1256. Will estava destinado a ser o Conde de Mércia, mas não viveu o bastante para herdar o título, já que foi acometido por uma estranha doença aos 16 anos de idade. Mesmo assim, apesar de sua morte – e de seu enterro –, ele não está nada morto. Ao longo das páginas, o leitor vai compreender um pouco sobre esta condição de Will. Descobrir que ele está existindo entre a vida e a morte. Ocasionalmente hiberna, sempre esperando que a morte lhe chame e, toda vez que desperta, enterrado no solo, tem uma breve lembrança do primeiro pânico que sentiu em 1349.  Sangue apresenta como um de seus principais diferenciais o fato de ser mais macabro e sombrio do que as obras atuais do gênero. Para Wignall, o romantismo é importante, mas nunca deve se sobrepor ao enredo. Assim, ele elaborou cenas angustiantes, como as que o protagonista enfrenta sempre que desperta das hibernações, além de ambientes sinistros e escuros e personagens bem-construídos, perversos e sem escrúpulos.




Nesta obra o ambiente é tipicamente hemingwayano: à exceção da primeira parte, que se passa em Havana, as outras têm como pano de fundo ora a região de Key West, na Flórida, onde residia há oito anos, ora as poucas milhas marítimas que se estendem entre Cuba e o sudeste americano, tantas vezes por ele percorridas em seu barco de pesca, o Pilar, que, por sua vez, tem bastante semelhança com os dois outros, que, como se fossem seres vivos, desempenham papel fundamental na história. Em 1944 a história foi adaptada para o cinema, com Humphrey Bogart e Lauren Bacall nos papéis principais (o filme recebeu aqui o título de Uma Aventura na Martinica) e fez tanto sucesso quanto o livro. 




Neste delicado álbum de recordações e de histórias, Luciano Pavarotti, um mestre para todos, Andrea Bocelli, em depoimento recolhido por Giorgio De Martino, narra a vida de um homem atencioso e irônico, enamorado dos Estados Unidos e das mulheres, apaixonado por pintura, por cavalos e pela boa mesa. Entremeando-os com retalhos de sua própria biografia, o intérprete de Vivo per lei nos revela os aspectos mais íntimos e desconhecidos do profundo vínculo de amizade que o uniu ao “rei dos tenores”. A história avança por meio de momentos da vida de Big Luciano – como era conhecido Pavarotti –, de curiosidades do meio musical e de encontros com personalidades, além de experiências do próprio Bocelli, em que ele mostra o porquê do tenor ter se tornado o maior de todos os tempos.  Luciano Pavarotti, um mestre para todos é uma narrativa sobre a vida do tenor mais famoso que já existiu, mas também uma análise, uma confissão do que este representou para o próprio Bocelli e como o influenciou em sua carreira. Uma obra dedicada, com extrema gratidão, à amizade.

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