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[Resenha #467] O Julgamento de Shemaya - James Kimmel Jr. @EditoraLeya


O Julgamento de Shemaya
James Kimmel Jr.
Editora Leya
318 páginas
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Submarino

A advogada Brek Cuttler está morta. E agora terá de enfrentar o maior julgamento de sua vida...
A jovem advogada Brek Cuttler está sentada sozinha no banco de madeira de uma estação de trem deserta. Não se lembra como chegou lá, muito menos qual é o destino final de sua viagem. Em pouco tempo, Brek descobrirá que, na verdade, está morta...
E isso provocará mais perguntas que respostas: o que provocou sua morte? Como aceitar a irrevogabilidade da morte que representa o afastamento de sua família e de todas as pessoas que ama? Pode a justiça divina apresentar tantas incongruências quanto as leis humanas? Mais do que isso, ela descobrirá que foi escolhida para integrar o seleto e talentoso grupo de advogados defensores das almas durante o Julgamento Final, onde se determina se o réu passará o restante da eternidade no céu ou no inferno.
Porém, antes de seguir em frente e advogar a favor das almas, Brek deve se preparar para enfrentar a terrível verdade sobre sua morte e aceitar as relações que traçaram seu destino na Terra e que serão reveladas durante o primeiro caso que enfrentará no pós-vida...



Resenha:

Brek Cuttler tem a vida que a maioria das pessoas anseiam: um marido adorável, uma linda menina e um escritório de advocacia de sucesso. Tudo isso muda quando ela acorda sentada em um banco em uma estação de trem vazia chamada de Shemaya, e com buracos de bala no peito e sangue escorrendo. Ela é atendida no posto por sua avó, morta há muitos anos. Curiosamente, Brek não acredita que o sangue é letal. Mesmo vendo sua avó não lhe parece tão estranho. Ela não pode estar morta, porque ela é consciente de tudo que está acontecendo. Ela está mais preocupada em pegar sua filha na creche, fazer o jantar, e tirar as manchas de seu terno de seda preto favorito, do que qualquer outra coisa. Mas, logo ela se dá conta que ela realmente morreu, e ela conhece Luas, que é quem recebe quem chega em Shemaya, e ela descobre que um novo papel lhe é dado, ela foi escolhida para se juntar a um grupo de elite de advogados, cuja única função é processar e defender aquelas almas que terão que enfrentar seu julgamento final.

Brek depois conhece outros defensores como o Haissem, Tim, Shelly e Elymas. Ela passa também a se familiarizar com o serviço que ela vai prestar. Os indivíduos que Brek vai representar a princípio parecem sem sentido para ela, mas, eventualmente, ela descobre que eventos aparentemente sem importância em sua vida a levaram a este momento, permitindo-lhe, finalmente, descobrir a causa de sua própria morte. Para aqueles indivíduos cujas vidas cruzam seu caminho, cada ato de bondade ou crueldade ajuda a determinar o seu destino final. Capaz de experimentar suas vidas individuais em primeira mão, Brek vê um lado de cada um deles, que altera a sua opinião, uma vez que sua identidade e sua relação com a própria vida são revelados. Ela aprende rapidamente que, como na vida, a justiça tratada deve ser justa, que uma ação cruel na vida não resulta em um destino menos desejável, como um ato de bondade não reverte uma ação deplorável.

A autora explora os temas da justiça e perdão. A escrita é erudita, rica em detalhes e com personagens desenvolvidos e a autora mostra em detalhes as suas perspectivas.

A capa é bonita, a tradução e revisão estão ótimos.

"O Julgamento de Shemaya" é uma leitura interessante, no entanto eu achei lento em algumas partes, mas acabou deslizando até o final para chegar à conclusão que foi bem feita com todos os pontos sendo interligados e encaixados. Os leitores vão experimentar toda a emoção que se possa imaginar, da tristeza à alegria e raiva. Recomendo para aqueles que gostam de julgamentos com uma pitada de mistério e sobrenatural.

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