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[Resenha #501] Alma da Fera - Diana Peterfreund @dpeterfreund @galerarecord


Alma da Fera
Ordem da Leoa # 2
Diana Peterfreund
ISBN: 9788501098627
Ano: 2014
Páginas: 350
Editora: Galera Record
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Saraiva


Astrid Llewelyn é agora uma caçadora de unicórnios treinada. Mas não pode resolver todos os problemas com magia de alicórnio. Ou um montante ancestral. Mesmo um com uma curiosa inscrição em latim.
O namorado deixou Roma para fazer faculdade em Nova York, o Claustro passa por sérias dificuldades financeiras, as habilidades de suas companheiras caçadoras estão desaparecendo sem explicação, e o sonho de se tornar uma cientista parece cada vez mais distante.
Sem contar a Igreja, que finalmente resolveu se envolver com a Ordem da Leoa. Aliás, de uma maneira nada fashion: hábitos camuflados! Sério? Então, quando surge a oportunidade de abandonar a casa capitular e seguir para o interior da França para usar o intelecto na procura pelo mítico Remédio, ela embarca de cabeça.
No quartel-general da Gordian Phamaceuticals, Astrid questiona todas as suas decisões. O amor por Giovanni, a lealdade ao Claustro e, acima de tudo, seu dever como caçadora. O mundo precisa ser salvo dos unicórnios? Ou são os unicórnios as verdadeiras vítimas?



Este é o segundo livro da série caçadora de unicórnios, e vamos relembrar que no primeiro livro, Astrid Llewelyn descobre que sua mãe louca estava certa e os unicórnios são, de fato, assassinos sanguinários, e sua família tem poderes mágicos para caçá-los e subjugá-los. Ela vai para Roma, para o Claustro, lugar onde as jovens caçadoras de unicórnio vão para treinar, elas são descendentes virgens de famílias da antiga Ordem da Leoa. Elas aprendem a caçar juntas os unicórnios comedores de homens que vagueiam em cidades e também derrotam uma conspiração contra elas. Ao longo do caminho, ela encontra Giovanni, um ítalo-americano que passava o verão em Roma, e que a ama como ela é.


No segundo livro, temos as repercussões deste cenário mágico. Primeiro, Giovanni vai para a faculdade nos Estados Unidos, então ela tem que lidar com um relacionamento de longa distância. Ela tem uma relação complicada com Giovanni, porque, como uma caçadora de unicórnio, ela deve permanecer virgem ou então irá perder todos os seus poderes. Giovanni sabe disso, mas ainda a ama. Astrid acha que seu relacionamento de longa distância pode não funcionar, mesmo que Giovanni insiste que não há mais ninguém para ele. Ele insiste em tentar fazer o relacionamento funcionar.




Agora, o mundo sabe sobre o ressurgimento dos unicórnios, e que eles são seres selvagens e assassinos, assim se espalha o pânico entre a população. A Ordem de Leoa perde o apoio financeiro da Gordon Pharmaceuticals, então eles aceitam que a igreja católica se envolva e os apoiem financeiramente. Em troca, insiste em fazer novas regras que as meninas terão de seguir. As meninas estão zangadas que lhe digam o que fazer, considerando que elas, até então, estavam por conta própria. As novas políticas incluem um uniforme exigido tanto para a caça quanto para visitar Roma, bem como a regra restrita de nenhuma interação com os meninos.

As meninas da Ordem ainda estão tentando matar todos os unicórnios que podem encontrar, mas Astrid descobre que ela é capaz de ler e perceber os pensamentos e sentimentos de unicórnios e que ela não gosta de matar algo cujos pensamentos ela pode ler. Ela começa a se questionar sobre sua vida de caçadora, os reais propósitos da Ordem de Leoa, e se é realmente necessário matar os unicórnios.

Enquanto isso, Cory está perdendo suas habilidades de caçadora e ninguém consegue entender o motivo disso estar acontecendo. Ela fica muito deprimida, e jura que vai matar todos os unicórnios um dia, mas Astrid pensa que extinção em massa não é a solução para o problema do unicórnio. E, ironicamente, seu primo Phil, está fazendo uma campanha para impedir que unicórnios sejam caçados até a extinção, enquanto ela também está ajudando na execução deles. Astrid tenta conciliar suas novas ideias com o trabalho que estão fazendo.

Quando surge a oportunidade de ir para a França para buscar o Remédio, que é a cura para o veneno de unicórnio, Astrid começa a questionar todas as suas decisões. Astrid enfrenta uma série de novos desafios e sua relação com Giovanni é testada.

Questões morais e éticas estão no centro deste livro. Afinal, há uma abundância de animais que têm permissão para viver em paz - por que com unicórnios seria diferente? Eles são uma espécie em extinção, afinal. Os seres humanos e unicórnios poderiam coexistir, e se puderem, o que dizer sobre o que Astrid tem vindo a fazer? Astrid começa a ver os unicórnios não mais como apenas sanguinários com a intenção de matar seres humanos, mas que em todas as espécies, há aqueles que são bons, e ela é forçada a reavaliar tudo o que sabe por causa disso.

A autora habilmente entrelaça história, mitologia, folclore, e seus próprios elementos em uma história bem trabalhada e inteligente. Este livro tomou uma direção completamente diferente do que eu estava esperando, mas mesmo assim me manteve colada às páginas até o fim. Os últimos capítulos foram intensos e reveladores.

A personagem principal, Astrid, estava de volta melhor do que nunca. Ela é corajosa, forte, e até mesmo cruel, às vezes, mas sempre se mantém firme no que ela acredita. Algo que não gostei muito nesse livro foi a falta de romance. No primeiro livro, eu gostei do romance entre ela e Giovanni, e esperava vê-los juntos nesse, mas eles são forçados a um relacionamento longo e arrastado pela longa distância. E, para completar, aparece um triângulo amoroso, quando o ex da Astrid aparece na história. Espero que no próximo livro, o romance seja melhor desenvolvido.


"Alma da Fera" é, em muitos aspectos, um romance mais introspectivo e com menos ação do que o livro anterior. Ele aborda as implicações, bem como o papel que as caçadores de unicórnio deve ter dentro de sua sociedade. O foco aqui não é sobre Astrid se tornar uma caçadora de unicórnio, mas sim sobre a responsabilidade que Astrid deve ter para os seres humanos, para os unicórnios, e para si mesma.


A capa segue o mesmo padrão da anterior, ou seja, linda demais. E posso dizer que todo a diagramação, assim como tradução e revisão estão ótimos.

No geral, achei "Alma da Fera" um livro tão bom quando o anterior. Está não é uma história só sobre unicórnios assassinos, caçadoras virgens, ou um mundo onde há confrontos mágicos; pelo contrário, é uma história de escolhas, e como elas nos definem muito mais do que imaginamos. Recomendo este livro a fãs de fantasia.

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