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[Resenha #610] Simplesmente Acontece - Cecelia Ahern @Novo_Conceito @Cecelia_Ahern


Simplesmente Acontece
Cecelia Ahern
ISBN-13: 9788581635453
ISBN-10: 8581635458
Ano: 2014
Páginas: 448
Editora: Novo Conceito
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Submarino


O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.



Em Simplesmente Acontece nós acompanhamos a montanha-russa que é a vida amorosa de Rosie e Alex. O mais interessante nesse livro, para mim, é a forma como a história é contada – toda através de cartas, bilhetes, e-mail, mensagens... Enfim, todo tipo de comunicação que você imagine; o que, por incrível que pareça, não torna a leitura maçante. Esse tipo de escrita poucos autores conseguem trazer sem que haja descontentamento do leitor. Meus sentimentos ao longo da leitura foram conflitantes: ora eu estava amando, ora eu estava com vontade jogar o livro na parede. Mas acredito que isso é uma coisa boa, pelo menos nesse caso.





Alex e Rosie sempre foram amigos desde criança. Então aconteceu de a família de Alex ter que se mudar para os Estados Unidos e os dois acabaram por se separar. Como é típico dessas autoras que nos fazem sofrer, Rosie e Alex vivem em friendzone. Mas como se não bastasse isso, a autora nos tortura o livro todo com os encontros e desencontros na vida dos dois.



 
"Eles eram inseparáveis, constantemente sendo separados."

Rosie é a pessoa certinha que todos acham que nunca vai cometer um deslize na vida, até que ela comete um que muda toda a sua vida. Já Alex não é tão ligado a responsabilidades, no entanto, ela abraça uma oportunidade que o envolve em algo maior que o esperado.


Ao longo do livro nós acompanhamos a trajetória dos dois, desde a adolescência até a vida adulta; vimos Rosie ter que lidar com a necessidade de amadurecer antes da hora e criar sua filha, Katie, basicamente sozinha. Vimos Alex formar uma família e conseguir sucesso na vida, enquanto Rosie se encontrava em uma posição da qual não imaginaria para si mesma.


Eu não posso falar muito dos acontecimentos para não vos dar spoilers e destruir o gostinho da surpresa, mas posso dizer que os altos e baixos desse livro são de dar nos nervos. Sabe aquela vontade de entrar na história e ser a pessoa que dá um toque nas personagens de vez em quando só pra dizer: “ei, isso é algo que você deveria considerar fazer agora e não deixar para depois, pois depois já pode ser tarde”? Então, essa era a minha vontade todo-o-tempo. Alex e Rosie têm um problema de timing HORRÍVEL! Ah, e por falar em personagens, não posso deixar de salientar que os personagens secundários são maravilhosos, especialmente a Katie.


O livro possui todas essas frases de efeito maravilhosas e eu tive que selecionar apenas algumas para colocar aqui, então ao invés de distribuídas pela resenha, vocês as encontrarão no final do post. E quanto à mensagem que ele nos traz – aproveitando as próprias passagens do livro aqui–, acho que as principais podem ser descritas da seguinte maneira:


 
"Não temos muitas certezas na vida, mas de uma coisa eu tenho certeza: você tem que lidar com as consequências dos seus atos. Tem que seguir adiante, levar certas coisas até o final."

"Como a vida é engraçada, né? Bem na hora em que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora em que você finalmente começa a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda, o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste vira oeste e você fica perdido."

Apesar de não ter gostado do título traduzido e capa, a diagramação está ótima e sem erros; o papel é super confortável para a leitura e apesar de grande, o livro é super leve.


QUOTES:

"Minha mãe falou sobre a vez que ela percebeu o silêncio, há vários anos. Ela sempre me disse que quando eu sentisse esse silêncio com alguém, era um sinal de que aquela pessoa seria aquela que ficaria comigo pelo resto da vida."

"Engraçado, porque, quando a gente é criança, acredita que pode ser tudo o que quiser, ir para onde se tem vontade. Não há limites. Você espera o inesperado, acredita em mágica. Aí você cresce e a inocência acaba. A realidade da vida mostra a sua cara e você se sente golpeada quando constata que não pode ser tudo o que quer e que só precisa se conformar com um pouco menos do que aquilo que havia imaginado."

"Acho que a vida gosta de fazer isso com a gente de vez em quando; te joga num mergulho em alto-mar e, quando parece que você não vai suportar, ela te traz pra terra firme de novo."

4 comentários:

  1. eu ja li, mas sabe aquela história que te marca que você não consegue expressar bem em palavras?
    se pararmos pra analisar é um enredo mais simples, mas talvez o mais significativo da autora, ao trabalhar essa lista interminável de histórias ela nos mostra como cada um é especial! me peguei chorando em alguns momentos, rindo em outros, mas com certeza é um livro que recomendo!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. A mesma coisa comigo, Thaila! Apesar de simples, o enredo é muito cativante.
      Obrigada pelo comentário, beijos!

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  2. Oi Marília!

    Eu não li o livro, mas eu vi o filme e adorei (achei engra que ficava o filme todo "mds, a Clary e o Finnick, sem or" auehauehauehauehae). Achei a história super fofa e sim, dava vontade de tacar o celular no computador quando algo dava errado. Quero muito ler! Adoro quando livros são contados através de cartas e mensagens. Fiquei bem curiosa.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com/

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    Respostas
    1. Olá, Ana! Acredita que eu ainda não assisti o filme? Absurdo, eu sei (principalmente porque é o Sam Claflin). Sou do tipo de pessoa que assiste às adaptações meses (ou até anos) depois, não sei porquê. Enfim, foi o primeiro livro que eu li que é inteiramente escrito dessa maneira, então não tenho muitas comparações a fazer, mas acredito que a autora conduziu o enredo de uma forma que foi agradável à muitos.
      Se você gostou do filme provavelmente vai gostar do livro, dou meu voto de confiança!
      Beijos!!

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