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[Resenha #622] Primeiro e Único – Emily Giffin @Novo_Conceito @emilygiffin


Primeiro e Único
Emily Giffin
ISBN-13: 9788581635972
ISBN-10: 8581635970
Ano: 2015
Páginas: 448
Editora: Novo Conceito
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Submarino


Sinopse: Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos. Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos. A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.



     Primeiro e Único conta a história de Shea Rigsby, uma mulher de 33 anos que nasceu e cresceu em uma cidadezinha universitária chamada Walker que vive em função do futebol americano.  Shea cresceu ao lado de sua melhor amiga, Lucy, que é a filha do treinador do time de Walker, Clive Carr. Os pais de Shea são separados e ela encontrou na família de sua melhor amiga, uma segunda família. Ao contrário da protagonista, Lucy é extremamente controladora e não gosta de futebol americano.


Shea é apaixonada por futebol americano e a maioria dos diálogos no livro giram em torno desse assunto. Inclusive, há momentos que o livro mais parece um manual de futebol americano, tornando a leitura muito cansativa. Shea é formada em Jornalismo e escreve sobre o esporte para a universidade.

“Todos que amam esportes sabem que, às vezes, temos uma única chance. Às vezes não podemos nos dar ao luxo de pensar, esperar, tampouco planejar. Às vezes é preciso seguir em frente e aproveitar o momento, a sua mulher, última ou até mesmo única chance.” p. 392



    Tudo começa a mudar quando a mãe de Lucy morre, desolando toda a família. A partir disso, Shea começa a questionar sua vida e as decisões que ela tomou, mantendo-se sempre na sua zona de conforto, nunca arriscando, como se ela estivesse em um casulo. Ela também começa a questionar seu namoro com um rapaz chamado Miller, que todos afirmam não ser bom o suficiente para ela.


 
“Mas, de repente, até mesmo o trabalho que eu tanto amava pareceu pequeno e sem importância, especialmente tudo o que envolvia o futebol americano em si. Sei que eu tentava explicar o meu trabalho dizendo que estava simplesmente seguindo a minha paixão – um argumento criado para justificar o meu salário miserável. Sim, o futebol americano era minha paixão, e Walker, a minha casa, mas bem lá no fundo eu sabia que permanecia lá porque me sentia segura e porque era fácil, não porque  fosse exatamente o certo.” p. 34

    Apesar da idade, Shea possui atitudes e linguagem adolescentes e isso me irritou profundamente. Ela parece não conseguir tomar decisões sozinha, sempre precisando que alguém lhe diga o que fazer. Achei-a muito imatura.

“Mantenha-se firme no que você quer. Faça o que é certo. Não vá pelo caminho mais fácil.” p. 413



    O livro possui muitas reflexões a respeito de esportes, que é tido como uma metáfora da vida. Os trechos que mais falavam sobre futebol americano foram, em minha opinião, as partes mais cansativas no livro. Afinal, eu não tenho nenhum interesse e/ou entendimento sobre esportes, muito menos futebol americano.




    As coisas pioram ainda mais quando Shea começa a ter sentimentos estranhos pelo treinador Carr, pai de sua melhor amiga e que acabou de ficar viúvo. Desde quando ela era muito pequena, ela já o admirava muito. Porém, a admiração está se transformando em algo que Shea não consegue compreender muito bem.

“A vida é engraçada. [...] A vida é trágica. [...] Pode ser que seja... Mas não podemos parar de viver.” p. 419


    O livro não me agradou muito, especialmente pela temática. Mesmo assim, depois de alguns capítulos, fui me envolvendo um pouco mais na história e até consegui ficar interessada na leitura. A diagramação está muito boa. Achei a capa bem feia, mas, se relaciona perfeitamente com o livro. A narrativa é feita em primeira pessoa e vale mencionar ainda que há algumas cenas eróticas no livro.

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