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[Resenha #624] Mentiras que Confortam - Randy Susan Meyers @Novo_Conceito @randysusanmeyer


Mentiras que Confortam
Uma Ação, uma Reação e uma Decisão Podem Mudar o Mundo
Randy Susan Meyers
ISBN-13: 9788581637068
ISBN-10: 858163706X
Ano: 2015
Páginas: 368
Editora: Novo Conceito
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Submarino


Sinopse: Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.
Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.
Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.
Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.


O livro Mentiras Que Confortam é composto por quatro protagonistas cujas histórias se entrelaçam por um único motivo: uma criança. É narrado em terceira pessoa e dividido em duas partes, o antes - que aborda as circunstâncias e as causas - e o depois, com as consequências do principal acontecimento.





A narrativa se inicia durante o descobrimento da gravidez de Tia, uma jovem de 24 anos, psicóloga, bonita e inteligente. Tia foi abandonada pelo pai, e desde então seguiu a vida com sua mãe em um bairro que adoravam. Ela é uma típica jovem sonhadora e romântica, - e também vazia – que se deixou levar pela atração e por um amor inigualável, se envolvendo com Nathan, um homem mais velho, experiente, bonito e inteligente, perfeito, se não fosse casado.





Juliette é uma esposa, filha e mãe maravilhosa, e também uma profissional exemplar. Casada com Nathan, eles possuem dois filhos e um casamento invejável, aparentemente forte... até que a verdade vem a tona, enfraquecendo e entristecendo uma mulher que fazia o que estava ao seu alcance para agradar a família, mesmo escondendo seu consumismo e a necessidade de produtos caros e de grandes marcas.




Ao descobrir a gravidez da amante, Nathan, movido pela decisão de não abandonar sua família sobre quaisquer circunstâncias, opta por abandonar Tia, insistindo para que ela aborte o bebê e poupe o sofrimento do mesmo pela ausência de um pai, fato que Tia também enfrentou e sabe como é. No entanto, ela não cogita essa possibilidade de forma alguma, e não ouvindo os sábios conselhos de sua mãe, escolhe pais para adotarem Honor, a menininha que está para nascer. 



Caroline, independente, com um trabalho de que se orgulha, bem casada e feliz, é confrontada com o anseio do marido de formar uma verdadeira família. Impossibilitados de terem filhos biológicos, pois os espermatozoides de Peter são insuficientes, a única opção é adotarem. E é aí que o destino os une.



A autora cria uma teia de mentiras e dramas que, à primeira vista, leva o leitor a apontar Tia como culpada por ter se envolvido com um homem casado. Porém, não é assim que as coisas funcionam, e com o passar da história pude perceber que não há um único culpado, já que Nathan contou que era casado e Tia ainda assim o aceitou. Todos tiveram sua parcela de culpa e frustração. 



Na minha opinião, Tia foi uma das pessoas que mais sofreram. Iludida com uma possível relação grandiosa, verdadeiramente apaixonada e grávida, ela fica desesperada com um futuro solitário com a filha, em quem poderia despejar toda a frustração do abandono. Pensando estar fazendo o melhor a si e ao bebê, ela o entrega para a adoção, posteriormente se sentindo sozinha e mais vazia do que nunca.

“Ser feliz à custa de alguém podia ter um preço alto. Tia imaginava ser julgada desde que Nathan e ela se beijaram pela primeira vez. Sempre esperava ser punida por estar apaixonada e, na verdade, acreditava que, quaisquer que fossem as consequências, ela as merecia...” 

A narrativa é muito bem explorada, apesar de abordar quatro personagens principais e a todo o tempo apresentar diversas informações que podem acabar confundindo e dificultando a absorção, como aconteceu comigo no início. Confesso que não dava muito para o que estava a me esperar, e me surpreendi, mesmo que tenha mais apreço por livros mais fictícios. O universo criado por Randy Susan não é nada mais que uma realidade difícil de ser aceita.


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