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[Resenha #627] Apenas Um Dia – Gayle Forman @Novo_Conceito @gayleforman


Apenas Um Dia
Gayle Forman
ISBN-13: 9788581634500
ISBN-10: 8581634508
Ano: 2014
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Submarino

Sinopse: A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.
    Allyson Healey é uma gatora de 18 anos, norte-americana, que acaba de se formar no ensino médio. Ela ó organizada, responsável e sempre faz o que esperam que ela faça, ou seja, a típica menina boazinha e certinha, que não bebe e estuda muito.

“E se Shakespeare entendeu tudo errado? Ser ou não ser, eis a questão. Isso é de Hamlet, talvez o monólogo mais famoso de Shakespeare. [...] Mas, e se Shakespeare, e Hamlet, estivessem fazendo a pergunta errada? E se a verdadeira pergunta não se referir a ser, mas a como ser?” p. 11






    Por ter terminado o ensino médio, seus pais lhe presenteiam com um tour por alguns países da Europa. Acompanhada de sua melhor amiga, Melanie, ela espera viver momentos grandiosos, como viu nos filmes. O lugar que ela mais queria conhecer é Paris. No entanto, para sua frustração, a viagem para a cidade romântica é cancelada.

“E essa é a verdade. Posso ter apenas 18 anos, mas já me parece bem óbvio que o mundo está dividido em dois grupos: o dos que fazem e o dos que observam. As pessoas com as quais as coisas acontecem e o restante de nós, que meio que se arrasta sobre as coisas.” p. 46





    É durante esse tour que Allyson conhece Willem, um jovem de 20 anos que é o verdadeiro oposto dela, destemido, livre e despreocupado, ele é como uma pena, indo onde o vento o levar. Ela se encanta por ele ao vê-lo interpretar Sebastian, personagem de Noite de Reis do grande Shakespeare.

“Quando o sol brilhar, deixe ele brilhar em cima de você.” p. 57






    Willem descobre o desejo frustrado dela de conhecer Paris e a convida para ir com ele até lá. Nesse momento, Allyson faz algo que ela não costuma fazer: diz sim a uma experiência totalmente nova e maluca. A partir daí, ela se joga em uma cidade desconhecida, cujo idioma ela não fala e ao lado de alguém sobre o qual ela não sabe nada. Allyson se sente outra pessoa e resolve abraçar essa oportunidade para se transformar, assumindo uma nova identidade.


“No início da viagem, tirei algumas fotos dos lugares turísticos. [...] Depois parei. As fotos nunca saíam boas e eu poderia comprar cartões-postais desses lugares. Mas não há cartões-postais disto aqui. Da vida.” p. 81




    O livro mostra o poder que apenas um dia tem de mudar a vida de uma pessoa. A partir da narrativa feita em primeira pessoa, acompanhamos Allyson nessa aventura, com seus medos e suas inseguranças. Os capítulos são curtos e a diagramação está perfeita. A capa é simples e, em minha opinião, não muito bonita.


“É como se meu corpo não pudesse mais me conter. De algum modo, me tornei muito grande para ele.” p. 114

    Temas importantes são abordados no livro, como os relacionamentos familiares, as mudanças da vida e a busca por identidade. No entanto, o livro não conseguiu me conquistar e a narrativa dramática não me convenceu.  Mesmo assim, gostei de acompanhar as transformações de Allyson e sua busca incessante por encontrar a si mesma.


“Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.” p. 135



Eu poderia dar 5 estrelas, mas, não consigo. Sabe quando o livro é bom, mas, parece que falta algo (ou sobra)? Acho que a narrativa enrolou demais e eu fiquei entediada em vários momentos da leitura. Porém, eu entendo que a autora quis mostrar todo o processo interminável de conhecer a si mesmo, se descobrir, tirar as máscaras e deixar transparecer o que verdadeiramente somos. E eu achei isso muito bom. O problema foram os meios que ela utilizou para mostrar isso.


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