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[Resenha #645] As Vidas e as Mortes de Frankenstein - Janette Rozsas @geracaobooks


Título: As Vidas e as Mortes de Frankenstein
Autor: Janette Rozsas
ISBN: 9788581303277
Páginas: 176
Ano de Publicação: 2015
Editora: Geração Editorial
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Submarino / Saraiva

Sinopse:
Escapar da morte, viver para sempre… O que antes parecia apenas fantasia ou ficção científica, hoje está sendo procurado nos principais centros de pesquisa do mundo. Neste romance, Jeanette Rozsas reúne personagens reais e ficcionais para tratar de uma questão polêmica: a fim de vencer a morte, a ciência pode passar por cima de tudo, até mesmo da moral e da ética? Esse é o estranho vínculo que aproxima intimamente, mas em épocas diferentes, uma jovem pesquisadora brasileira trabalhando na Alemanha, três importantes escritores ingleses do século XIX e um famoso alquimista do século XVII e seu ingênuo discípulo.




Quando peguei essa obra para ler, imaginava que seria uma história totalmente diferente. Quer dizer, o que pensar de um livro cujo título é As Vidas e as Mortes de Frankenstein? A primeira impressão que tive é que ele seria totalmente técnico, mas a minha surpresa ao perceber que nada disso me esperava foi no mínimo muito grande.




O livro é ambientado em três épocas diferentes, nos séculos XXI, XIX e XVII, cada história com a linguagem de acordo com o tempo em que era contada. Primeiro somos apresentados a jovem médica Elizabeth Medeiros, a Liz, que depois de muito estudar conseguiu um estágio em uma faculdade muito renomada na Alemanha.





A segunda e a terceira histórias foram de longe as mais interessantes para mim, pois os personagens não são fictícios. Ambientando o século XIX, conhecemos os jovens Mary Godwin (que acabou virando Mary Shelley. Sim, a Mary Shelley que escreveu o famoso livro Frankenstein), e Percy Shelley, que fugiram apaixonados levando a tiracolo Jane Clairmont, meia-irmã de Mary. Na última história, mas não menos importante, conhecemos Max Muller, um menino de apenas 15 anos que sonha em descobrir os mistérios da natureza e acaba se tornando pupilo do alquimista Johann Konrad Dippel, que vive para encontrar uma “cura” para a morte.


O início do livro foi um tanto confuso para mim, pois não havia sinalização da história de quais personagens estava sendo contada em determinado momento, mas logo me acostumei por causa do vocabulário diferenciado de cada narrativa e, é claro, as datas que viam antes de começar o capítulo.


A história que mais me instigou, sem sombra de dúvidas, foi a terceira, intitulada A História Que o Taberneiro Contou, dividida em sete partes incríveis. Ficava super ansiosa para que a história de Max Muller e o alquimista maluco chegasse logo, de tão boa que é. Mas o que me deixou contente de verdade foi a forma que as três histórias se cruzaram em determinado ponto, mesmo em séculos diferentes. A sacada da autora nesse momento foi genial, já que o que impulsionava os personagens era a paixão pela ciência e uma busca pela imortalidade.



A diagramação está incrível e inclui fotos do castelo dos Frankenstein, pinturas e gravuras realistas dos personagens (Johann Dippel, Mary e Percy Shelley...) e outras coisas que só acrescentam conteúdo à história.

No fim das contas, o que a autora consegue passar para nós, leitores, é que não importa em que século vivemos, a história que temos e até mesmo os avanços da tecnologia. A verdade é que a morte ainda é a única coisa que consegue parar o homem.

Quotes

“— A curiosidade pode ser tanto uma virtude quanto um hábito perigoso — falou o desconhecido.” (pág. 35)

“— [...] a literatura é isso. Já está em nossa mente antes mesmo de nos darmos conta. É um sonho. É uma mentira cheia de verdade.” (pág. 132)

“[...] a imortalidade só pode mesmo nos ser dada pela arte.” (pág. 156)

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