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[Resenha #672] Sonhos Despedaçados – Ellie James @Novo_Conceito


Sonhos Despedaçados
Ellie James
SBN-13: 9788581635439
ISBN-10: 8581635431
Ano: 2014
Páginas: 320
Editora: Novo Conceito
Classificação: 2 estrelas
Skoob

Sinopse: Em uma casa abandonada, um grupo de adolescentes joga Verdade ou Desafio. Antes de a noite acabar, a garota mais popular da escola desaparece como se fosse por mágica. Recém-chegada à cidade, Trinity preferiria não ter as visões que a atormentam tanto... Agora ela precisa agir rápido, porque todas as suspeitas levam até ela. Cheio de reviravoltas e sustos, Sonhos Despedaçados é leitura obrigatória para quem gosta de tramas com desfechos imprevisíveis. Os cenários ajudam a compor o mistério, e podem ser os cemitérios antigos de Nova Orleans ou os destroços deixados pelo furacão Katrina. O único problema: você não vai ter coragem de ler este livro quando estiver sozinho em casa.

Trinity Rose Mansour é uma jovem de 16 anos que perdeu os pais quando tinha dois anos, indo morar com sua avó. Porém, quando a mesma faleceu, ela mudou-se para a casa de sua tia Sara na cidade de Nova Orleans. A cidade ainda carrega cicatrizes do furacão Katrina, com casas abandonadas e cenários perfeitos para compor uma história de terror.


“A vida consistia em escolhas. Tomar um rumo distinto – sonhar um sonho distinto. Mesmo a estrada não percorrida levava a algum lugar.” p. 15




Em uma noite, Trinity e seus recém-amigos resolvem entrar em uma dessas casas abandonadas, com fama de mal-assombrada. Junto dela estão, Jessica (a popular do colégio), Amber (melhor amiga de Jessica), Bethany (irmã de Jessica), Chase, Drew e Pitre. Em um dos quartos da casa, Trinity tem uma visão horrorizante, e o que era para ser uma noite divertida, se torna uma noite de jogos e desafios, com Trinity se tornando piada por conta de uma brincadeira tramada por Jessica.

“E, quando se começa um jogo, é preciso estar preparado para jogá-lo.” p. 18



Trinity já tinha tido visões antes, mas, sua avó lhe disse para ignorá-las e nunca contar a ninguém. No entanto, no dia seguinte, quando Jessica desaparece e Trinity começa a vê-la, ela se vê na obrigação de fazer algo para ajudar. O que ela não esperava é que ela mesmo se tornaria uma das suspeitas.


“Todos sonham. Mas nem todos os sonhos são verdade. Soava tão bem, como quando se lê em um cartão de boas-vindas com um arco-íris e um raio de sol, pássaros nas arvores: Que todos os seus sonhos se realizem. Mas nem todos os sonhos eram bons, e nem todos mereciam escapar do teatro de sombras da mente.” p. 84





Agora, Trinity se encontra frente a diversos enigmas: Onde está Jessica? O que realmente aconteceu com seus pais? Porque sua avó não queria que ela contasse para ninguém sobre seus dons? Para piorar, Trinity está apaixonada por Chase, que era namorado de Jessica.

“[...] Mentiras não protegem [...] Mentiras destroem.” p. 113

Repetitivo e pouco envolvente, Sonhos Despedaçados não cumpre com o prometido. Com uma boa premissa e a ameaça de que o leitor não conseguirá lê-lo sozinho em casa, o livro não surpreende, não envolve e, definitivamente, não dá medo. A trama é fraca, a personagem é chata (sempre se martirizando) e a narrativa é confusa: não dá pra saber onde os diálogos começam ou onde terminam.



Narrado em primeira pessoa pela perspectiva de Trinity e cheio de questionamentos, o livro não trás nada de novo. É mais do mesmo em se tratando de suspenses paranormais. O único elogio que posso fazer é relacionado à capa que, apesar de não estar entre as minhas preferidas, é bonita.



O livro poderia, facilmente, ter sido cortado pela metade. Repleto de cenas inúteis e repetitivas que não acrescentam em nada. Enfim, Sonhos Despedaçados é, basicamente, um livro mal construído.

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