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[Resenha #702] Charlotte Street - Danny Wallace @Novo_Conceito


Charlotte Street
Um Romance Engraçado e Irreverente
Danny Wallace
ISBN-13: 9788581630038
ISBN-10: 8581630030
Ano: 2012
Páginas: 399
Idioma: português
Editora: Novo Conceito
Classificação: 2 estrelas
Skoob


Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...



Pela nota vocês já podem notar que esse livro foi mais um daqueles que não fluiu pra mim. É uma pena de verdade. O livro tinha TUDO, TUDO pra que me encantasse e entrasse na lista dos favoritos mas isso infelizmente não ocorreu. 



A capa do livro é bonita, o subtítulo e a sinopse são interessantes e despertam curiosidade. Pelo subtítulo da obra você espera um romance leve e divertido porém não é isso que acontece. O início do livro até que é bom, a narrativa começa sem muitas enrolações mas conforme as páginas vão avançando a coisa vai ficando morna e chata. Gente, que vontade eu tive de largar o livro no meio. Mas antes de formar minha conclusão vamos falar da história do livro. 






A história gira em torno de Jason um ex-professor e colunista de um pequeno jornal, aqueles que ninguém lê. Em um momento inesperado, ele topa com uma estranha na rua e a ajuda com um monte de sacolas enquanto ela tenta entrar em um táxi. Por alguns momentos, ele se pega encantado pela moça porém ao perceber que o táxi se afastou só depois nota que a moça deixou uma câmera descartável em sua mão. Sem sucesso, ele não consegue devolve-la e acaba ficando com a camera que pode revelar pistas da vida e de quem seria aquela mulher. A partir dai começa uma saga dele com seu colega de quarto Dev para tentar descobrir quem é aquela moça e se ele poderá encontra-la novamente. Sem contar muito mais da história, basicamente o enredo explora outros personagens que ajudam o principal, as coisas vão acontecendo e ai ZZZZzzzz. Que preguiça, gente. Acontecem muitas coisas, mas nada que te prenda no enredo sabe? As páginas passam por passar. O romance dos personagens não flui e não encanta. Tudo se perde no envolvimento, o personagem em si não é cativante, é chato e não tem nenhum ponto forte. O excesso de referência a coisas que nem sabemos o que é, é muito presente no livro, um dos pontos que me irritou muito. Outra coisa, o personagem principal é chato, imaturo e até inseguro. Chega a irritar muitos diálogos deles e alguns momentos envolvendo ele se perdem já que não se consegue entender o que realmente está acontecendo. Passam-se páginas e mais páginas onde tudo fica morno, nada acontece, nada prende e nada surpreende tornando a leitura cansativa e entediante. Em poucos  momentos consegui acompanhar de verdade a história.  




 
"Eu me pergunto se nós deveríamos começar com as apresentações.
Eu sei quem você é. Você é a pessoa que está lendo isso. Por qualquer razão, e em qualquer lugar, esse é você, e logo nós seremos amigos, e você nunca me convencerá do contrário. E eu? Eu sou Jason Priestley. E sei o que você está pensando. Você está pensando: Meu Deus! Você é o mesmo Jason Priestley, nascido no Canadá em 1969, famoso pelo papel de Brandon Walsh, personagem central da popular série americana Barrados no Baile? E a resposta surpreendente para essa sua pergunta bastante sensata é não. Não, não sou eu. Eu sou o outro. Sou o Jason Priestley de 32 anos que mora na Caledonian Road, em cima de uma loja de vídeo game entre uma agência de notícias polonesa e aquele lugar que todo mundo pensa ser um bordel, mas não é. O Jason Priestley que desistiu do seu trabalho de representante/chefe de departamento em uma escola ruim, no norte de Londres, para perseguir um sonho de ser jornalista depois que sua namorada o deixou, mas que terminou solteiro e frequentador de restaurantes baratos, e espectador de filmes horríveis e, portanto, pode escrever sobre esse tipo de filme naquele jornal gratuito que te entregam no metrô e que você pega, mas nunca lê. “


"Ela não se importou com a possibilidade de eu ver isso? Ela não percebeu que isso viria diretamente na minha tela, diretamente no meu estômago? Essas fotos... Tiradas do lugar e do ângulo que eu costumava vê-la. Mas agora não sou eu por trás da câmera."


Queria que o enredo fosse diferente dos autores que querem contar histórias que acontecem de repente como em 500 dias com ela, não acontece nada e fica por isso mesmo. Resumindo? A história não fluiu. Não vou dizer que o livro é ruim, só vou afirmar que não foi o que eu esperava e que caiu muito no meu conceito pelo modo que o autor descreveu a história, os personagens e sua narrativa. Quase  400 páginas de uma história super morna. Recomendo para quem quiser tirar sua própria opinião, mas Charlotte Street ficou abaixo da média pra mim.


1 comentários:

  1. Oi, Cybelle! Li esse livro há uns dois meses, comecei cheia de expectativas. Também não curti muito... Como você disse, o autor até começou bem, mas depois se perdeu... Pena!

    Beijos, Entre Aspas

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