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[Resenha #729] Uma História de Amor e TOC – Corey Ann Haydu @galerarecord @CoreyAnnHaydu


Uma História de Amor e TOC
Corey Ann Haydu
ISBN-13: 9788501100580
ISBN-10: 8501100587
Ano: 2015
Páginas: 320
Editora: Galera Record
Classificação: 4 estrelas
Skoob

Compre: Saraiva

Sinopse: Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de... garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor... e TOC.


    Durante uma festa, ocorre um apagão, Bea permanece calma, mas, aparentemente, alguém não está tão calmo quanto ela. Ela reconhece a respiração entrecortada de uma pessoa tendo um ataque de pânico. Ela vai até o garoto, Beck, e, após ajuda-lo, os dois se beijam. Beck vai embora antes que os dois possam ter a chance de se ver.

“Não é um sonho, e ainda estou aqui, embora apenas um pouco de mim de fato esteja.” p. 21




    No dia seguinte, Bea vai para a terapia e conta para sua terapeuta sobre o menino que ela conheceu na festa, mas sem mencionar seu nome. Após grande insistência por parte de sua terapeuta para que ela comece a fazer terapia de grupo, Bea cede à pressão e aceita.


“Terapeutas são complicados. Fazem ligações entre qualquer coisa.” p. 19





Para o espanto de Bea, quem também está na terapia de grupo é Beck. A partir daí, os dois começarão a se ver cada vez mais e se aproximar. Os dois precisam lidar com o diagnóstico de TOC e com a ansiedade, as compulsões e as obsessões.

“Gosto demais do outro Beck para desistir dele. O da minha cabeça. O do escuro.” p. 48

    O livro é bem dosado, alternando entre momentos descontraídos e engraçados e outros sérios e tensos. Quem narra o livro é Bea e, em certos momentos, a leitura se torna angustiante, pois observamos ela lidar com o transtorno e com todas as complicações que o mesmo lhe causa.

“Eu me pergunto se sair com Beck só vai me deixar ainda mais louca.” p. 73





    Os capítulos são relativamente curtos e a diagramação está ótima. Apesar de todas as situações que Bea enfrenta por conta do TOC, achei a narrativa monótona, o que pode tornar a leitura um pouco penosa. Além disso, os personagens são rasos e pouco explorados. A família de Bea, por exemplo, quase não é citada.

“Então o momento acaba e isso é meio legal também. A ideia de que o mundo não para depois de contar a um cara bonito sobre o seu grande problema de transpiração.” p. 102



    Mesmo assim, o livro é muito agradável e desmistifica muitos mitos a respeito do Transtorno Obsessivo Compulsivo. Nem preciso falar sobre a capa, né?! A arte da capa é encantadora e, sem dúvidas, chama a atenção. Infelizmente, o livro não superou minhas expectativas, mas, de qualquer forma, foi uma leitura válida.

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