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[Resenha #877] Eu Sou Malala - Malala Yousafzai @cialetras


Eu Sou Malala
A História da Garota que Defendeu o Direito à Educação e Foi Baleada pelo Talibã
Malala Yousafzai
ISBN-13: 9788535923438
ISBN-10: 8535923438
Ano: 2013
Páginas: 344
Editora: Companhia das Letras
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Submarino


Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens.
O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.
Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.



Que todos conhecem a história da garota que foi baleada por defender o direito da educação para as meninas e que se tornou referência para pessoas do mundo todo, não é novidade. Mas o que ninguém sabe é como a história começou. Eu Sou Malala, não é apenas a história de uma garota que queria estudar e sim o relato chocante de uma nação. 



O livro é narrado em primeira pessoa pela própria Malala e é divido em cinco partes (“Antes do Talibã”, “O Vale da morte”, “Três meninas, três balas”, “Entre a vida e a morte” e “Uma segunda vida”) em que Malala nos dá uma verdadeira aula de história sobre o Vale do Swat e o motivo de ter se tornado tão diferente do resto do Paquistão. Contando a história de seu país, Malala também traça uma crítica social, política e econômica do Paquistão.

"Você tem carisma, Ziauddin. Pode discursar e organizar as pessoas contra eles. A vida não se resume a inspirar oxigênio e expirar gás carbônico. Você pode ficar aí, aceitando tudo que o Talibã ordena, ou pode resistir a eles"



Praticamente jogando um balde de água na cara do leitor, Malala deixa bem claro que as taxas de analfabetismo lá são extremamente baixas o que só favorece o crescimento da corrupção e para o crescimento do domínio do Talibã, que usa dos ensinamentos do Islamismo para controlar as pessoas num regime totalmente cruel.


"Certo, atire em mim, mas primeiro me escute. O que você está fazendo é errado. Pessoalmente, nada tenho contra você. Só quero ir à escola."



Além de traçar um perfil político, econômico e social, Malala também conta aos leitores o cotidiano das pessoas do vale, como suas tradições, além de passarmos a acompanhar também a vida da família da narradora. Desde o início percebemos que Malala, como outras garotas da sua idade no Vale do Swat, são completamente normais, como outras garotas no mundo. Elas assistam aos filmes da saga Crepúsculo, ouvem Justin Bieber, acompanham Ugly Betty, enfim, apenas vivem como adolescentes normais.


"Nós, seres humanos, não percebemos como Deus é grande. Ele nos deu um cérebro extraordinário e um coração amoroso e sensível. Abençoou-nos com a capacidade de falar e expressar nossos sentimentos, dois olhos para ver um mundo de cores e beleza, dois pés que caminham pela estrada da vida, duas mãos que trabalham para nós, um nariz que aspira fragrâncias deliciosas e dois ouvidos para escutar palavras de amor. Como descobri quando não conseguia ouvir direito, ninguém sabe quanto vale cada órgão até perder um deles."



O livro é bem fácil de ser entendido e possui uma linguagem bem fácil de ser lida, acredito que, pelo fato do livro ter sido escrito por uma adolescente. Me identifiquei bastante em alguns momentos com a Malala e pude sentir de perto toda a sua aflição e de outras garotas em querer estudar e ao mesmo tempo ficar com medo de morrer.



Inspirador e reflexivo, Eu Sou Malala também passa bastante conhecimento por tratar da história do Vale do Swat e de outras regiões do oriente médio. Sempre tive pouco conhecimento sobre essas áreas e a minha curiosidade foi esclarecida ao ler o livro. Malala também apresenta seu livro de forma a deixar o leitor ocidental saber mais sobre a dura realidade das garotas paquistanesas. O que também achei interessante e que Malala insiste em tentar colocar na cabeça das pessoas é que: não devemos julgar qualquer muçulmano como terrorista.

A história de Malala tem um valor incomparável e fiquei muito feliz quando ela ganhou o Prêmio Nobel.




4 comentários:

  1. Gostei muito desse livro, além dele trazer conhecimento como você falou na resenha!

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  2. eu ainda não tive a oportunidade de ler esse livro mas ja vi tanta resenha boa dele que estou ansiosa pra comprar pra mim e ler.

    tem um sorteio rolando la no meu blog e gostaria de convidar vc e seus leitores para participarem, bjus

    http://dicasdachil.blogspot.com.br/2016/04/sorteio-1-ano-de-blog-dicas-da-chil.html

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  3. Parece ser muito bom, gosto quando o livro também nos ensina.
    Quero ler!

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  4. Nossa!! Esse livro deve ser muito bom!

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