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[Resenha de Filme] Rua Cloverfield, 10



Rua Cloverfield, 10
Direção: Dan Trachtenberg
Gênero: Ficção científica, Suspense
Ano: 2016
Duração: 1h 43min
Classificação: 4 estrelas

 
Uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem (John Goodman) diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar — sob o risco de descobrir uma verdade muito mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker.



Rua Cloverfield, 10 foi uma agradável surpresa para o cinema. Isso porque o filme se manteve em segredo até poucos meses atrás. O thriller psicológico produzido por J. J. Abrams e dirigido pelo estreante Dan Trachtenberg se passa no mesmo universo do filme Cloverfield de 2008. No entanto, por não se tratar de uma sequência, é possível (e até preferível) que você assista ao filme de 2016 sem assistir ao filme de 2008.








O longa começa quando Michelle (Mary Elizabeth Winstead), após sofrer um acidente de carro, acorda trancada em quarto que possui apenas um colchão, paredes pintadas pela metade e sem janelas. Quando o assustador Howard (John Goodman) entra no quarto, ela descobre que está dentro de um bunker, ou seja, um abrigo subterrâneo.

Howard está longe de ser um bom anfitrião, mas, aparentemente, ele a salvou. Howard afirma que houve um ataque químico/nuclear que tornou o mundo inabitável e que, ao encontrá-la em seu carro capotado, ele a levou até ali e exige gratidão por isso.






Mesmo assim, Michelle fica desconfiada, principalmente, por seu anfitrião e salvador apresentar comportamentos estranhos e possessivos. Dentro do bunker há também Emmett, outra pessoa que Howard salvou, abrigando-o. Emmett parece grato pela grande ajuda e, apesar da estranheza de Howard, considera o abrigo melhor que a vida que há lá fora.






Michelle está confusa e chega a pensar que Howard é um sequestrador e que, na verdade, nada aconteceu com o mundo. A protagonista é forte, determinada e muito inteligente, se utilizando de diversas estratégias para tentar descobrir a verdade. John Goodman nos presenteia com uma atuação impecável, oscilando entre o lunático instável e o gênio precavido.






O roteiro é bem elaborado e a fotografia de Jeff Cutter é um dos destaques do longa. Há momentos em que a câmera se aproxima muito do rosto dos personagens, criando planos que contribuem para criar o clima claustrofóbico e denso que o filme possui.


Repleto de suspense e tensão, Rua Cloverfield, 10 nos mantém atentos ao longo dos 103 minutos. Os personagens são complexos e bem construídos. Não é um filme 5 estrelas, mas, sem dúvidas, é um ótimo filme, sem grandes pretensões, mas que cumpre seu papel de entreter. Ficou curioso para saber se realmente aconteceu alguma coisa com o mundo? Será que Howard está falando a verdade? Recomendo o filme e sugiro que estejam preparados para muita tensão e planos fechados.




1 comentários:

  1. Preciso assistir esse filme! Sua renha só me deu mais vontade de vê-lo!

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