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[Resenha #915] Toda Poesia - Paulo Leminski @cialetras


Toda Poesia
Paulo Leminski
ISBN-13: 9788535922233
ISBN-10: 8535922237
Ano: 2013
Páginas: 424
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Saraiva


Este volume percorre, pela primeira vez, a trajetória poética completa do autor curitibano, mestre do verso lapidar e da astúcia. Livros hoje clássicos como Distraídos venceremos e La vie en close, além de raridades como Quarenta clics em Curitiba e versos já fora de catálogo estão agora novamente à disposição dos leitores, com inédito apuro editorial.
O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao “samurai malandro”, que demonstra, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik, e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, Toda poesia é uma verdadeira aventura - para a inteligência e a sensibilidade.


 
Há alguns anos, eu achava seriamente que não gostava de poesia. Eu sei, eu sei, eram tempos obscuros, mas fazer o quê. A questão é que eu realmente pensava isso até o dia que li uma poesia do Leminski. Aí foi amor à primeira lida. Claro que fiquei super animada com a leitura de Toda Poesia e me derreti toda várias e várias vezes.


Toda Poesia é uma coletânea de todas as poesias publicadas por Leminski: “Quarenta Clics em Curitiba” (1976), “Caprichos & Relaxos” (1983), “Distraídos Venceremos” (1987), “La Vie en Close” (1991), “O Ex-Estranho” (1996), “Winterverno” (2001) e “Poemas Esparsos”, estes quatro últimos publicados postumamente. O livro não possui nenhum texto inédito, mas alguns são bem raros. 




Paulo Leminski nasceu em Curitiba na década de 40 e morreu aos 45 anos. Sigo achando, obviamente, que ele viveu muito pouco e escreveu menos ainda. Dá uma dorzinha no coração quando a gente lê o último texto do livro e percebe que aquele é o último que leremos do autor e pronto, acabou. É claro que não posso negar que Toda Poesia é uma das melhores publicações da Companhia das Letras, justamente por reunir obras tão grandiosas em uma só.



A maioria dos poemas são curtos, mas tão carregados de sensibilidade que é impossível não amar, não se envolver com a escrita de Leminski. Eu simplesmente adoro como ele descrevia as coisas tão simples do dia-a-dia mesmo de uma forma tão maravilhosa, em tão poucas palavras. O meu poema preferido dele, O Velho Leon e Natália em Coyoacán, já foi até musicado por Vitor Ramil.




Há um prefácio escrito por Alice Ruiz, que foi esposa do autor entre 68 e 88. E por falar nela, gente, os poemas que Leminski escrevia para ela são as coisas mais lindas e dengosas do mundo, fiquei até emocionada em alguns. É amor demais, vocês não têm ideia. Ah, os prefácios e outras informações que vinham nos livros em suas publicações originais foram todos para o apêndice do Toda Poesia.


É claro que eu ainda acho que a poesia é para ser lida com calma, para ser sentida, para ser refletida. Toda Poesia se tornou um dos livros que nunca sairão da minha cabeceira, justamente por esse motivo. Sempre que eu quiser ler algo bonito, sei que estará bem pertinho de mim. 



2 comentários:

  1. Este é um ótimo livro! Eu sempre quis ler algo do Leminski e comecei por Toda Poesia, preciso ler mais do autor!

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  2. Sempre quis ler esse livro, adorei a resenha, parece um bom exemplar para começar a ler Leminski! bjs...

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