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[Resenha #1002] As Irmãs Romanov - Helen Rappaport @edobjetiva @HelenRappaport


As Irmãs Romanov
Helen Rappaport
ISBN-13: 9788547000004
ISBN-10: 8547000003
Ano: 2016
Páginas: 528
Idioma: português
Editora: Objetiva
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Saraiva

Sinopse:
"Ao longo dos anos, a história da brutal execução das quatro grã-duquesas Romanov turvou nossa impressão a respeito de quem elas realmente foram. Com frequência, são vistas como um belo mas insignificante detalhe na história dos pais, Nicolau e Alexandra, o último casal imperial da Rússia. A imagem que prevalece é a de que eram jovens adoráveis e donas de uma vida invejável, mas a verdade é bem diferente. As irmãs Romanov reconstrói a vida da última família imperial russa com ênfase na rotina de Olga, Tatiana, Maria e Anastácia. A alegria e a insegurança dessas jovens princesas são retratadas aqui tendo como pano de fundo os derradeiros dias da ordem mundial vigente até o início do século XX."



Resenha:

Em As Irmãs Romanov, Helen Rappaport nos traz a história da última família imperial russa sem fazê-lo parecer uma leitura entediante. Ao contrário de todos os relatos históricos sobre as quatro irmãs que eu li ao longo dos anos, este livro foi o melhor de todos. Mesmo que a autora fale sobre a família imperial como um todo, não se pode deixar de aplaudir quão brilhantemente ela captura a personalidade de cada irmã e fazê-las parecer humanas, com suas peculiaridades, realizações pessoais, falhas, personalidades etc, em vez de apresentá-las como meros espectros da história.



A história dos últimos Romanov é essencialmente uma história de amor; pois era uma época em que o matrimônio era uma maquinação para uma aliança política e encontrar amor entre as famílias imperiais era raro. Nicolau e Alexandra se conheceram no casamento da irmã de Alexandra, e logo na troca de olhares se apaixonaram. O pai de Nicolau, não aprovava o casamento, pois Alexandra era alemã e ele queria casar o filho com a princesa da França, para fortalecer a aliança entre os países. Contudo, Nicolau rejeita o que o pai queria e acaba por se casar com Alexandra.




O casal foi abençoados com uma menina saudável chamada de Olga Nikolaevna, no inverno de 1895. Olga foi a maior alegria para seus pais a partir do momento em que ela nasceu, embora todo o império ficou decepcionado, pois estavam esperando por um herdeiro do sexo masculino.

Mais três vezes, a czarina ficou grávida, nascem Tatiana, Maria e Anastácia e cada vez que nascia uma menina eles tinham de enfrentar o ressentimento crescente de uma nação em crescimento ansioso por um herdeiro do sexo masculino. A Rússia era uma nação profundamente enraizada no imperialismo, todos queria um herdeiro e sua czarina tinha de suportar o peso do seu ressentimento crescente por ela ser uma mulher estrangeira vista como fria e distante e não era popular pela população.



Finalmente em 1904, o quinto filho, Alexei Nikolaevich nasceu, mas foi apenas o começo de seus problemas. O pequeno príncipe foi diagnosticado com hemofilia, devido ao fato de sua mãe possuir o gene, pois era neta da rainha Vitória do Reino Unido, que também era portadora do referido gene. No entanto, o nascimento dele fez muito pouco para esmagar as sementes da revolução que foram crescendo no ventre de um império russo indignado e atormentado por má gestão e pela guerra.

Alexandra se culpou pelo resto de sua vida, por ter sido responsável por passar a doença a seu filho. Deste então, a saúde dela, que já era muito frágil, foi ficando cada vez pior. E como ela não podia acompanhar o czar em todos os compromissos, ela passou o cargo para as grã-duquesas.



As irmãs eram muito diferentes uma da outra, mas todas eram ótimas filhas e muito apegada aos pais. Elas cresceram longe de tudo, já que a mãe não era benquista na sociedade de São Petersburgo. As irmãs nunca levaram uma vida de luxo, e só tinham contato com o mundo através de seus professores, empregados e dos soldados que as protegiam.

Durante a Primeira Guerra, as irmãs mais velhas, Olga e Tatiana, passam a ser enfermeiras e elas trabalharam nos hospitais no socorro dos milhares de soldados que chegavam do front.



O desespero e a saúde debilitada de Alexei levou Nicolau e Alexandra a consultar todos os médicos que podiam, mas todos os seus esforços foram infrutíferos para aliviar a dor excruciante de seu único filho, até que foram postos em contato com Grigory Rasputin, um camponês russo e um curandeiro que milagrosamente curou Alexei em numerosas ocasiões. Tal era o fervor religioso da família que ao longo dos meses seguintes, eles vieram a dependem muito de Rasputin que, além de curar o filho hemofílico, começou a influenciar as decisões políticas. Isso só funcionou como um catalisador para a crescente impopularidade do casal real entre a população que atingiu um crescendo desagradável durante a Primeira Guerra Mundial.



A agitação política levou à Revolução, e o czar Nicolau foi forçado a abdicar do trono e toda a família imperial é mantida presa em Tsarkoe Seló, lugar onde sofreram desprezo e insultos por parte dos próprios soldados que os guardavam. Depois, a família foi enviada para Tobolsk, na Sibéria. Eles ficaram sabendo que agora os bolcheviques tomaram o poder, liderados por Vladimir Lênin. Tal governo ordena a transferência da família para os Urais, em Ecaterimburgo. E o governo bolchevique decide fuzilá-los, e no dia 17 de julho de 1918.

Nicolau foi um homem de família que amava sua esposa e filhas profundamente. Mesmo que o czar não era um governante sábio, tendo subido ao trono despreparado com a idade de vinte e seis anos. Foi triste ler sobre as atrocidades cometidas contra ele e como ele foi ridicularizado e escarnecido pelo público.


O assassinato a sangue frio da família real russa foi especialmente terrível, porque as crianças eram inocentes e foram punidas pelos atos de seus pais. As crianças, que apesar de terem nascido em uma casa real foram criadas sem qualquer luxo ou tratamento especial por conta de sua alta posição e nascimento real.

A editora fez um belo trabalho com esse livro, com uma capa bonita, o livro nos apresenta com várias fotos da família, e tem uma ótima diagramação, revisão e tradução.


A autora fez um excelente trabalho de trazer à luz as vidas de Olga, Tatiana, Maria e Anastasia. E a autora não se atentou as questões políticas, mas sim no dia a dia das irmãs, mostrando como eram as suas vidas. Deu para perceber como a família Romanov tinham um amor profundo uns pelos outros e como eles eram extremamente unidos. Realmente não tem como não se envolver e ficar encantado com essa família, e ao mesmo tempo ficar triste e se comover com o trágico desfecho. Só tenho a dizer que a minha admiração pela família Romanov só cresceu após a leitura desse livro. Assim, recomendo esse livro a todos.



1 comentários:

  1. Preciso ler esse livro, adoro essas histórias dos Romanov!

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