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[Resenha #947] A Menina Mais Fria de Coldtown – Holly Black @Novo_Conceito @hollyblack


A Menina Mais Fria de Coldtown
Holly Black
ISBN-13: 9788581634036
ISBN-10: 8581634036
Ano: 2014
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
Classificação: 4 estrelas
Skoob
Compre: Submarino

Sinopse:
No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.
A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.



     Quando o vampirismo se espalhou pelo mundo, as Coldtowns foram criadas. As Coldtowns são cidades habitadas por vampiros e por seres humanos normais que, por algum motivo, queiram viver cercados pelos vampiros, seja por estarem doentes, depressivos ou simplesmente por acharem que a vida dentro das Coldtowns é mais divertida.




    As Coldtowns são filmadas e as imagens são transmitidas para a população fora das Coldtowns. O objetivo central das Coldtowns é manter os vampiros concentrados em um só local, evitando a disseminação do vampirismo. Apesar de a premissa ser interessante, a autora não desenvolve bem a proposta das Coldtowns e isso me incomodou ao longo da leitura.

“Todas as pessoas infectadas e os vampiros capturados eram enviados a Coldtowns, e humanos doentes, tristes ou iludidos iam para as Coldtowns voluntariamente. Esses lugares supostamente deveriam ser uma festa constante, de livre acesso pelo preço do sangue. Porém, uma vez que as pessoas estivessem lá dentro, humanos – até mesmo crianças, até mesmo bebês nascidos em uma Coldtown – não tinham permissão para sair de lá. A Guarda Nacional patrulhava os muros cheios de arame farpado e incrustados de símbolos sagrados para certificarem-se de que as Coldtowns permanecessem contidas.” p. 53

A diferença entre os vampiros desse livro e os outros vampiros é que em A Menina Mais Fria de Coldtown, quando uma pessoa é mordida por um vampiro, ela fica “resfriada”. Esse resfriado refere-se ao período de transição entre ser uma pessoa normal e ser um vampiro. Essa pessoa, que está infectada, se beber sangue, se torna um vampiro. Por outro lado, se essa pessoa não beber sangue, ela se cura do resfriado, ou seja, ela volta a ser uma pessoa normal. O problema é que esse período de transição pode durar até 88 dias.




O livro começa com a protagonista, Tana, acordando na banheira da casa onde, na noite anterior, estava acontecendo uma festa. Desnorteada, ela sai do banheiro e descobre corpos espalhados pela casa. Os corpos pertencem aos seus amigos e, aos poucos, ela vai compreendendo que a festa foi atacada por vampiros enquanto ela estava desmaiada no banheiro, o que a salvou da morte.


Além dela, os únicos sobreviventes são seu ex-namorado, Aidan, que foi mordido, e um garoto-vampiro misterioso chamado Gavriel. Mesmo correndo grande risco, ela decide ajuda-los, tirando-os da casa antes que anoiteça e os vampiros voltem. Ficou confuso? Pois é, eu também, mas, é isso mesmo que você leu. O garoto, Gavriel, é um vampiro. Acontece que, nesse livro, quando os vampiros estão alimentados, eles são como pessoas normais. E, mesmo sabendo que ele é um vampiro, Tana se sensibiliza e decide ajudar o garoto.

“E eles eram muito parecidos com as pessoas que foram antes. Mas não são os mesmos. Vampiros são predadores, e nós somos as presas. Isso é algo que vocês nunca podem esquecer.” p. 83

Assim como os vampiros, os infectados também continuam sendo seres humanos normais. Porém, quanto mais o tempo passa, mais a sede aumenta e mais difícil fica se controlar. Os infectados sabem que se beberem sangue se tornarão vampiros.

Há muitos flashbacks ao longo do livro e eu gostei bastante da história da mãe de Tana, que é contada logo no inicio do livro. É bem triste e chocante o que acontece. Eu achei a protagonista bem rasa, por assim dizer. Na verdade, todos os personagens deixam a desejar.

“Os vampiros sempre foram mais bonitos do que os vivos. A pele sem marca alguma, lisa como mármore, sem poros. Quanto mais velhos ficavam, mais brilhantes se tornavam os anormais olhos vermelhos como papoulas, e os cabelos ficavam lustrosos como seda. Era como se, qualquer que fosse o demônio que os possuísse, qualquer que fosse a força que mantinha seus cadáveres longe do túmulo, isso os tivesse refinado na resplandecência de seu poder, eliminando com fogo a humanidade deles para revelar algo melhor.” p. 101




Em minha opinião, não faz muito sentido criar cidades isoladas para vampiros se pessoas também podem morar lá. Porém, é exatamente isso o que acontece no livro. E, são as próprias pessoas que decidem ir para lá. Ao contrário da maioria das histórias sobre vampiros, aqui, o vampirismo exerce um certo fascínio nas pessoas, fazendo com que elas desejem toda essa beleza que os vampiros possuem, além, é claro, da tão desejada imortalidade. Isso faz com que muitas pessoas migrem para as Coldtowns com o desejo de serem mordidas.

“Você é mais perigosa do que o nascer do sol.” p. 150



A narrativa é feita em terceira pessoa e eu achei que o livro tem mais paginas do que deveria. Algumas passagens são bem cansativas e alguns diálogos são desnecessários. A capa é muito bonita e, com certeza, me influenciou para decidir ler. A diagramação está muito boa e o livro é rico em detalhes. Em cada início de capítulo, há uma citação sobre morte. Isso deu um toque especial ao livro.


Enfim, eu gostei do livro, fiquei envolvida, mas, achei que os personagens poderiam ter sido mais bem desenvolvidos. Apesar das falhas, eu me surpreendi, pois tenho uma certa resistências com livros sobre vampiros e esse é original e gostoso de ler.


1 comentários:

  1. Eu amei o livro! Achei uma historia muito bem escrita e acho que os personagens foram bem desenvolvidos.
    Queria uma continuação rs

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