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[Resenha #951] Boa Noite, Estranho – Jennifer Weiner @Novo_Conceito @jenniferweiner



Boa Noite, Estranho
Jennifer Weiner
ISBN-13: 9788581635750
ISBN-10: 858163575X
Ano: 2015
Páginas: 432
Editora: Novo Conceito
Classificação: 5 estrelas
Skoob
Compre: Fnac

Sinopse:
Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma. Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche. À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.



    Kate Klein é, como ela mesma se define, “uma mulher casada e mãe de três filhos, presa num subúrbio chique de Connecticut, com tempo de sobra nas mãos, que acaba de encontrar o cadáver de sua vizinha.”



    Kate se pergunta como sua vida chegou nesse ponto, vivendo uma vida que não se parece em nada com a vida que ela sonhou para si. Filhos, uma casa para cuidar, um marido, Ben, que raramente está em casa e uma vizinhança que a despreza. As outras mães da vizinhança são absolutamente perfeitas, bem vestidas, maquiadas, com penteados lindos, filhos limpos e bem alimentados, casas absolutamente organizadas e uma disposição que Kate não consegue compreender. Ela se sente diminuída frente às outras mães e se considera totalmente imperfeita quando comparada a elas.



    Uma dessas mães exemplares é Kitty Cavanaugh. Kitty convida Kate para almoçar em sua casa e diz que elas possuem um amigo em comum. Kate fica surpresa com o convite e curiosa para saber quem é o tal amigo em comum que duas mulheres tão diferentes podem ter. Então, Kate aceita o convite.

    Porém, na sexta, quando Kate chega à casa de Kitty, ninguém atende a porta. Ela decide entrar e acaba encontrando o corpo de Kitty caído na cozinha, com uma faca nas costas. Kate decide ligar para a polícia e, ao lado do telefone de Kitty, ela encontra um bloco com um número de telefone anotado. Um número de telefone que Kate conhece muito bem. O número pertence a um velho amigo (um velho amor) de Kate.

“Não fazia sentido ficar imaginando, eu pensei, me arrastando para fora da cama, cedo demais, na manhã seguinte, enquanto meus filhos clamavam por panquecas e meu marido clamava por camisas limpas. Se eu não tivesse Ben, não teria as crianças, e eu nem podia imaginar minha vida sem elas. Ainda assim, enquanto eu distribuía os pratos e camisas limpas, não pude evitar pensar no que teria acontecido se o computador da British Airways tivesse programado minha poltrona numa fileira à frente, ou numa atrás, ou se eu tivesse ido cuidar do meu coração partido em Paris ou Miami, em vez de Londres, ou se eu tivesse colocado minha máscara de dormir um minuto antes e Ben Borowitz nunca tivesse visto meu rosto.” p. 215








    Kate resolve colocar em prática suas velhas habilidades de jornalista e investigar o assassinato de Kitty. Porém, o que Kate não esperava era que ela fosse descobrir que Kitty tinha uma vida tão bagunçada quanto à dela, cheia de inseguranças e incertezas. Kate nunca poderia imaginar que a aparentemente perfeita Kitty era tão parecida com ela própria.

    A investigação de Kate trás a tona muitas verdade, mas, há pessoas que não querem que a verdade apareça e Kate está se colocando em risco. Além disso, fantasmas do passado retornam para assombrar a vida de Kate e fazer com que ela questione (mais ainda) as escolhas que fez. Um casamento que vai de mal a pior e um amor do passado que retorna pode ser uma combinação perigosa.




    Boa Noite, Estranho é um livro intrigante e com uma trama envolvente. Narrado em primeira pessoa por Kate, o livro te pega pela mão e te carrega por um labirinto de acontecimentos e segredos. Kate é sarcástica e engraçada, mas também é maluca por se meter nisso tudo. Aparentemente, o tédio a faz passar dos limites.


    Eu adorei o livro. Mesmo se tratando de um romance policial, o ritmo do livro é alegre e tranquilo, tornando a leitura fluida e agradável. O livro oscila entre passado e presente e, pouco a pouco, vamos conhecendo Kate e sua história de vida e entendendo como ela se tornou a mulher insatisfeita que é hoje. Eu certamente recomendo o livro. A mistura de mistério e humor criada pela autora entretém e envolve.


1 comentários:

  1. Adorei a resenha! fiquei com muita vontade de ler o livro! bjs

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