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[Resenha #988] Coroa Cruel - Victoria Aveyard @editoraseguinte


Coroa Cruel
Victoria Aveyard
ISBN-10: 856576592X
ISBN-13: 978-8565765923
Páginas: 232
Ano: 2016
Editora: Seguinte
Idioma: Português
Classificação: 4 estrelas
Skoob
Compre: Submarino

Sinopse:
Duas mulheres — uma vermelha e uma prateada — contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal — tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta — e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho. Esta edição traz, ainda, um mapa de Norta e um trecho exclusivo de Espada de vidro, o aguardado segundo volume da série A Rainha Vermelha.



Resenha:


Coroa Cruel, escrito por Victoria Aveyard, traz dois contos da série de A Rainha Vermelha, sendo eles Cicatrizes de Aço e Canção da Rainha, além de presentear o leitor com um trecho do próximo livro Espada de Vidro.


Canção da Rainha conta a história de Coriane Jacos, Vamos conhecer Coriane e seus dias na propriedade familiar antes de sua morte prematura. Irmã mais nova de Julian caiu de amor pelo jovem príncipe Tiberias. Eles se casaram e juntos tiveram Cal. Para seu terrível pai, foi um golpe de sorte e tanto, afinal ele achou uma maneira prática de usar a paixão da filha em seu próprio benefício, saindo assim da miséria que vivia.

“O Palácio de Whitefire ostentava as cores da Casa Calore – preto, vermelho e prateado – em tudo, até nas colunas de alabastro. As luzes nas janelas cintilavam, e os sons da grande festa ressoavam pela entrada principal, vigiada pela própria guarda de sentinelas do rei, de uniforme flamejante e máscara. Ao passar por eles, ainda segurando a mão de Julian, Coriane se sentiu menos como uma dama e mais como uma prisioneira conduzida à cela.”




As primeiras páginas do conto são fortes, onde vislumbramos sua infância solitária, sem mãe, menosprezada por um pai asqueroso, que vivia com a tia em uma mansão caindo aos pedaços apenas para manter o status a tempo perdido. Impossível não se compadecer por sua história, sua vulnerabilidade e inocência.

Coriane foi forte a sua própria maneira. Claro que é impossível compará-la com tantas heroínas que nos deparamos diariamente em nossas leituras, mas na medida do possível ela soube lidar com a depressão e a falta de preparo emocional.

“A única pessoa na minha cabeça sou eu. A única pessoa que não mudou é você. Você ainda é a menininha numa sala empoeirada, esquecida, indesejada, deslocada. Você é a rainha de tudo, mãe de um filho lindo, esposa de um rei amoroso e ainda assim não consegue ter forças para sorrir”.



Em Cicatrizes de Aço, Farley faz a honra e mostra suas operações na Guarda Escarlate antes de conhecer Mare Barrow. Não foi uma leitura pra lá de interessante, mas valeu a pena ler sobre Farley e seu caráter. Ela não foi apenas uma comandante sanguinária. Embora ela fosse criada para ser uma guerreira, ela possuía sentimentos, convicções e uma vontade ferrenha de provar sua força a cada dia.

“Porque, afinal, a guerra não é uma guerra. É um extermínio.”




Recomendo Coroa Cruel para os fãs da série, e se você não leu Rainha Vermelha aconselho que faça o quanto antes. A capa é luxo né moçada? A diagramação é perfeita e as fontes utilizadas são impecáveis. Possui também um mapa e para quem ama marcador, tem um destacável combinando com o livro.


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