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[Resenha de Filme] Mad Max: Estrada da Fúria




Mad Max: Estrada da Fúria
Diretor: George Miller
Gênero: Ação, Ficção científica.
Ano: 2015
Duração: 2h
Classificação: 3 estrelas

Sinopse:
Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max (Tom Hardy) se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) na tentativa de salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo.



Quero começar essa resenha dizendo que Mad Max não é um filme que foi feito para mim. Eu não sou muito fã de ação, portanto, não faço parte do público alvo que George Miller quis atingir.

Tecnicamente falando, Mad Max é um filme incrível. A fotografia é linda e a trilha sonora é impressionante, ajudando a compor o cenário denso e caótico do longa. É um filme que enche os olhos. Visualmente, Mad Max tem muito a oferecer. É tanta inovação que ficamos hipnotizados com a riqueza das imagens.






Max é interpretado por Tom Hardy, que, já há algum tempo, vem provando seu potencial. No entanto, mesmo que seu nome componha o nome do filme, ele não é o real protagonista da história. A protagonista é Furiosa, interpretada pela maravilhosa Charlize Theron.

Nenhum dos dois decepciona. Hardy possui pouquíssimas falas e quase toda a sua atuação se concentra em expressões faciais. Na verdade, de modo geral, esse é um filme de poucas palavras. O foco aqui é a ação, a destruição, as perseguições, a tensão e o perigo evidente. É um desses filmes que te deixam sem fôlego.






No entanto, em minha opinião, o verdadeiro destaque no quesito atuação é Nicholas Hoult. Esse jovem ator, que talvez vocês conheçam como o Fera de X-Men ou como o R de Meu Namorado é um Zumbi, me surpreendeu com um papel que misturou insanidade, insegurança e doçura. Talvez este seja um dos personagens mais complexos do filme.

 O que mais me desagradou no filme foi o fato de ser um filme raso, um filme que não se aprofunda em nada. Mais uma vez, ressalto que eu não entendo muito de filmes de ação, então, se você é um grande fã de ação, releve minha opinião. Enfim, se eu pudesse resumir o filme em uma frase, eu diria: Muita ação para pouco roteiro.



    O longa é repetitivo e cansativo. Quando eu pensava que havia acabado, vinha mais destruição. O filme todo é meio louco e alguns dos elementos que ajudam a compor essa atmosfera insana são completamente sem sentido, daqueles que te fazem pensar “Por quê?”. Não há exemplo melhor do que o homem tocando uma guitarra que lança chamas no meio de uma perseguição. Por quê?? Portanto, meu conselho é, se for assistir Mad Max: Estrada da Fúria, entre no clima do filme e se deixe levar.

Gostei muito do fato de uma mulher começar uma revolução em meio a uma sociedade onde os homens são dominadores e exercem todos os papéis importantes. Senti necessidade de saber mais sobre aquela sociedade, especialmente, sobre as pessoas que estão lá e que são submetidas à pseudo-bondade de Immortan Joe que, por sua vez, detém uma nascente de água que ele só abre quando quer.





Acho que o filme fez um bom trabalho colocando Max de lado e permitindo que Furiosa e as cinco mulheres que ela está tentando salvar tomassem a frente do filme. Mesmo assim, muita coisa ficou sem explicação, muitos cenários não foram explorados, muitas coisas não foram ditas. Terminei de ver o filme me sentindo confusa e cansada.


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