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[Resenha #1051] Na Ilha - Tracey Garvis Graves @intrinseca @tgarvisgraves


Na Ilha
Tracey Garvis Graves
ISBN-13: 9788580574029
ISBN-10: 8580574021
Ano: 2013
Páginas: 288
Editora: Intrínseca
Classificação: 5 estrelas
Skoob
Compre: Submarino

Sinopse:
Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.



Resenha:

    Anna Emerson tem 30 anos e ama sua profissão de professora. Ela namora John há anos, mas, infelizmente, eles querem coisas diferentes. Anna quer se casar e ter filhos, mas, John parece não estar pronto para isso. Então, quando ela é contratada pela família Callahan para viajar para as ilhas Maldivas a fim de dar aulas particulares para T.J., ela aceita sem hesitar, já que essa parece ser a oportunidade perfeita de se afastar e pensar.



T.J. Callahan tem 16 anos e está em remissão de um linfoma de Hodgkin. A doença e todo o tratamento necessário fizeram com que T.J. perdesse muitas aulas e agora precise das aulas particulares para alcançar o restante da turma. T.J. não teve direito a escolha. Tudo o que ele queria era ficar perto dos amigos, mas, seus pais decidiram que o melhor era tirar férias em família e levar a professora particular junto.


Os pais e as irmãs de T.J. já estão nas Maldivas quando Anna e T.J. saem de Chicago. A viagem não é nada tranquila e, quando eles chegam no Aeroporto Internacional de Malé, faltam ainda duas horas de hidroavião até a casa alugada dos Callahan.

No entanto, algo improvável e assustador acontece: o piloto do hidroavião tem um ataque cardíaco durante o vôo e o avião cai no mar. Depois de muita dor e medo, Anna e T.J. conseguem chegar em terra firma que eles descobrem se tratar de uma ilha desabitada. Perdidos, com fome, sede e sem saber quanto tempo levará até os encontrarem (se os encontrarem), T.J. e Anna precisam achar uma maneira de sobreviver.


“Uma das coisas mais difíceis de enfrentar na ilha era o tédio. Levava tempo juntar comida e lenha, além de pescar duas ou três vezes por dia; ainda assim, tínhamos muitas horas ociosas. Explorávamos a ilha e nadávamos, mas também conversávamos. E não demorou muito para eu me sentir quase tão à vontade com a Anna quanto ficava com os meus amigos. Ela realmente ouvia o que eu dizia.” p. 58


E assim começa a história de Na Ilha. Daqui para frente, acompanharemos a luta desses dois para conseguir água, alimento, abrigo e proteção. Conforme dias, semanas e meses se passam, Anna e T.J. se tornam cada vez mais próximos e outras necessidades entram em cena.


“A ideia de nossas famílias preparando cerimônias em nossa homenagem me magoou tanto que fechei os olhos com força e me obriguei a dormir, com a esperança de fugir das imagens de uma igreja lotada, um altar vazio e as expressões chorosas de meus pais.” p. 63


Aos poucos, o menino vai se tornando homem e o desejo entre eles se torna inegável. O vínculo criado entre os dois, em uma situação tão extrema e atípica, lhes dá forças para continuar lutando e, conforme eles percebem o quanto precisam um do outro, a ilha vai se tornando seu abrigo e o lugar onde eles podem ser tudo o que quiserem.


“Eu me sentei na sua frente e quase gemi quando Anna tocou meus ombros. Ela não estava brincando sobre sua habilidade naquilo, e fiquei imaginando se ela fazia muitas massagens no namorado. As mãos dela eram mais fortes do que achei que fossem, e ela massageou meu pescoço e minhas costas por um bom tempo. Pensei nas mãos dela tocando outros lugares e, se ela pudesse ler minha mente, provavelmente ficaria assustada.” p. 80


Mesmo assim, as dificuldades só aumentam e os dois desejam, mais do que tudo, serem encontrados. Porém, dúvidas começam a surgir: Será que T.J. continuará querendo Anna quando eles voltarem para suas vidas? Afinal, ele é jovem e ainda tem muito a viver. E Anna, será que ela ainda vai querer T.J.? Como as pessoas reagirão? Os pais de T.J. entenderão? Enfim, essas e outras questões fazem com que, ao mesmo tempo em que eles desejem serem encontrados, eles temam as consequências de voltarem para a vida real.


“As batidas do meu coração se aceleraram. Meu estômago se encheu de borboletas e uma sensação de calor se espalhou em mim. Pensar que nossa relação estava para se tornar complicada era um eufemismo.” p. 113



Eu queria poder falar muito mais sobre esse livro, mas, não quero dar spoilers. O que posso dizer é que Na Ilha é incrível. Narrado em primeira pessoa, com capítulos que alternam a perspectiva, ora sendo narrado por Anna, ora por T.J., Na Ilha é, sem dúvidas, um dos melhores livros que já li na vida. A trama criada pela autora me impressionou e eu fiquei encantada com todas as questões complicadas que ela foi capaz de criar e, ainda assim, fazer um livro leve e fácil de ler.


Anna e T.J. são extremamente humanos e eu me apaixonei pelos dois. Página após página, nos surpreendemos e, pouco a pouco, vamos compreendendo a complexidade desse relacionamento. Desde a diferença de idade, as divergências de planos de vida e a situação em si que é tão extrema. Será que um relacionamento que tinha tudo para nunca sequer existir e que só nasceu por conta de uma situação trágica pode continuar dando certo no mundo real?

Enfim, nada que eu disser pode descrever com fidedignidade a grandeza da trama criada por Tracey Garvis Graves. Estou realmente encantada e recomendo o livro. A edição está belíssima e a diagramação está ótima. Só achei as letras um pouco pequenas e isso pode prejudicar a leitura.


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