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[Resenha #1186] A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman @Suma_BR


A Mão Esquerda de Deus
Paul Hoffman
ISBN-13: 9788560280537
ISBN-10: 8560280537
Ano: 2010
Páginas: 328
Idioma: português 
Editora: Suma de Letras
Skoob
Classificação: 4 estrelas
Compre: Amazon

SINOPSE: Seu nome é Cale. Disseram a ele que poderia destruir o mundo. Talvez ele destrua...
O Santuário dos Redentores é um lugar desolador. Um lugar onde a esperança e a alegria não são bem-vindas. A maior parte dos meninos que habitam o lugar foi levada para lá muito nova e contra a vontade. Eles padecem sob o regime opressor dos Lordes Redentores, cuja violência e crueldade têm como único propósito honrar a memória do Redentor Enforcado - e passam suas vidas prisioneiros dos corredores labirínticos e tortuosos do Santuário, um lugar com séculos de história e segredos, e que ninguém conhece por completo...
No meio de um desses corredores há um menino. Talvez ele tenha 14 anos, talvez tenha 15: ninguém sabe ao certo. Lá dentro, é chamado de Thomas Cale. Seu verdadeiro nome, já esqueceu há muitos anos. Ele já esqueceu de tudo de sua antiga vida. Em breve, será a testemunha de um ato horrendo. E é neste momento que começará a sua extraordinária vida futura.




Resenha:

 Em A Mão Esquerda de Deus conhecemos o pequeno Thomas Cale que vive no Santuário que nada mais é do que uma prisão onde seus detentos são crianças, eles chegam ao local com menos de 10 anos e saem adultos. No Santuário, todos os dias eles são castigados, rezam em missas pré-definidas e passam por longos treinamentos físicos e psicológicos para lutar contra os Antagonistas. Eles são supervisionados e punidos pelos Redentores que são padres com poderes letais para machucar qualquer um.


 Pelo fato de chegarem muito pequenos ao Santuário, os jovens não tem como fomentar maneiras de fugir do local pois os Redentores adentram suas mentes através de ameças severas - enforcamentos, esquartejamentos, esfolamento, empalamento, queima na fogueira - para aqueles que fugirem.

 Cale é um guri que desde cedo demostrou ser diferente dos outros e útil para a causa dos Redentores. Logo, ele cai na proteção do Redentor Bosco que o utiliza para testes diversos a fim de ver sua serventia nos campos de batalha contra os Antagonistas. Bosco tem grande fascínio pela mente de Cale e isso é explicado de maneira surpreendente no decorrer dos capítulos.

 Iniciei a leitura numa confusão tamanha que a vontade de abandonar a obra foi grande, confesso, mas após o Cale presenciar uma cena chocante eu me vi preso nas amarras que o autor Hoffman criou tão estrategicamente, é como se ele soubesse os elementos que me fazem devorar uma obra. Logo, todas as críticas negativas que formulei com relação a obra no primeiro capítulo foram anuladas e substituídas por total incredulidade/fascínio com o jogo perigoso em que Cale se envolve. Mas ainda assim preciso alertá-los que incontáveis foram os momentos que senti o enredo prolongado, 328 páginas tiveram a sensação em mim de 600 e poucas, mas isso não me desanimou, pelo contrário, me fez continuar na leitura e aplaudir a cada cena acrescentada pelo autor.

 Informação a beça é revelada nesse primeiro livro que compõe a trilogia A Mão Esquerda de Deus, foi um livro introdutório e tanto com um final inesperado que levanta novos questionamentos e situações para serem exploradas na sequência intitulada As Últimas Quatro Coisas. 


 Paul Hoffman modificou a religião que tem mais devotos no mundo de uma maneira que me causou tremenda admiração pelo cuidado tomado. Percebi que não é fácil essa mudança não, que é arriscado você criar uma nova leitura e que pode ofender os seus devotos, mas acredito que todo leitor deve ler uma obra de mente aberta e livre de limites/crenças religiosas quando se embarca numa ficção fantástica.

 Os personagens são deverás cativantes e outros irritantes, alguns você sente um amor evoluir conforme crescem internamente, outros você deseja dar uns tapas em suas cabeças por não estarem abertos às mudanças. Os protagonistas foram muito bem criados e não tem como eu reclamar deles, como geralmente acabo não curtido o(a) protagonista principal, Paul Hoffman fez questão de deixar minha opinião dividida, não sei se gostei ou não de Cale.
 Conclui a leitura sentindo que tal obra é 8 ou 80, ou você gosta ou odeia completamente!


 A edição está linda demais contendo uma capa misteriosa e dark, páginas amareladas, capítulos medianos e fonte das letras também medianas.

 Recomendo a leitura para aqueles que amam um bom mistério, que não tem medo de se aventurar em disputadas sangrentas e que estão abertos a releituras de religiões já existentes.


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