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[Resenha #1194] Um Homem Chamado Ove - Fredrik Backman @alfaguara_br @cialetras


Um Homem Chamado Ove
Fredrik Backman
ISBN-13: 9788579624278
ISBN-10: 8579624274
Ano: 2015
Páginas: 352
Idioma: português 
Editora: Alfaguara
Classificação: 5 estrelas
Skoob
Compre: Amazon

Sinopse: Ove tem cinquenta e nove anos e não gosta muito das pessoas. Afinal, hoje em dia ninguém mais sabe trocar um pneu, escrever à mão ou usar uma chave de fenda.
Ninguém mais quer trabalhar e assumir responsabilidades. Todo mundo é jovem, usa calça justa e só quer saber de internet. Para Ove, uma sociedade em que tudo se resume a computadores e café instantâneo só pode decepcioná-lo.
Como se isso não bastasse, a única pessoa que ele amava faleceu. Sem sua esposa, a vida de Ove perdeu a cor e o sentido. Meses depois, ele toma uma decisão: vai dar fim à própria vida. No entanto, cada uma de suas tentativas é frustrada por algum vizinho incompetente que precisa de ajuda. Mas, quando uma estranha família se muda para a casa ao lado, Ove aos poucos passa a encarar o mundo de outra forma.
Um romance comovente que mostra como amor e bondade podem ser encontrados nos lugares mais inesperados.




Resenha:

Um homem chamado Ove foi escrito por um sueco, Fredrik Backman, e se tornou sucessos de vendas na Suécia, o livro virou filme, que concorreu ao Oscar esse ano. A editora Alfaguara fez um ótimo trabalho na edição! Adorei a formatação do livro, como também o tamanho da letra e a fonte. 


Nesse livro nos deparamos com um personagem carrancudo, sem senso de humor, que não gosta da sociedade atual, nem das pessoas que hoje em dia usam uma tal de internet para tudo, preparam cafés em máquinas, e dependem de um aparelho eletrônico para acordar todos os dias. Ove é um homem simples, de 59 nove anos que sempre foi correto e mantém um posicionamento rígido. Ele mora em um conjunto habitacional, é um dos moradores mais antigos, e critica os novos vizinhos que se mudam constantemente e possuem carros que ele considera “de mal gosto”. 

“ As pessoas o chamavam de “antissocial” também, e Ove presumia que isso significava que ele não gostava muito lá de gente. E com isso ele até podia concordar. As pessoas em geral não eram mesmo muito inteligentes”. Pág 42




Desde que se mudou para o conjunto habitacional, Ove acorda todos os dias às 15 para 6 da manhã, e vai fazer uma a ronda no condomínio, verificar se houve arrombamento (que nunca aconteceu!), ou se algum visitante estacionou o carro por mais de 24 horas no local. Após a morte da sua esposa, Ove foi aposentado da empresa onde trabalhou durante anos, e se vê sem ocupação, deprimido, e solitário; seu maior desejo então é seguir sua esposa, já que sua vida não tem mais sentido sem ela; Ove começa a planejar seu suicídio.

“Ove nunca entendera por que as pessoas insistiam em saber como as coisas eram como eram. A gente é o que é, e faz o que pode fazer, e é bom que seja assim, pensa ele”. Pág 44


Porém, não vai ser tão fácil para Ove tirar a própria vida, novos vizinhos se mudam para a casa em frente, uma mulher grávida e seu marido, e duas crianças, e começam a perturbar o sossego como também os planos de suicídio do personagem principal. O autor tem uma narrativa divertida que nos leva a mergulhar na frustração dos episódios de suicídio de Ove por vários vizinhos e acontecimentos.

“ Porque chega um momento na vida de todo mundo em que você decide que tipo de pessoa quer ser. Do tipo que deixa as pessoas pisarem em você, ou não”. Pág 119


O livro é muito bem escrito, e o autor nos faz ver o lado humano dos personagens, e conseguimos perceber a evolução deles ao longo da história. Eu me envolvi desde de o primeiro capítulo, Ove conquista o leitor por ser um personagem que lembra alguém da família, da vizinhança, ou do trabalho. Além de tudo essa leitura me toucou com mensagens sobre a vida e me fez amar cada página. Somos presenteados com uma história sobre amor, amizade, altruísmo, e solidariedade que facilmente poderia acontecer nas nossas vidas! 

“ Dizem que as pessoas se formam com seus erros e que aquelas que erram se tornam muito melhores do que alguém que jamais tenha errado” pág. 158

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