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[Resenha #1207] Assim foi Auschwitz - Primo Levi com Leonardo Benedetti @cialetras


Assim foi Auschwitz
Autor (es): Primo Levi com Leonardo Benedetti
Editora: Companhia das letras
Páginas: 280
Classificação: 3 estrelas
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Sinopse: Primo Levi tinha só 24 anos quando foi deportado para Auschwitz, a fábrica construída pelos nazistas para exterminar judeus e minorias. Químico, Levi trabalharia junto a outro prisioneiro, o médico Leonardo De Benedetti.
Em 1945, após a libertação, soviéticos encarregaram os dois de um relatório sobre as condições de saúde dos campos. O resultado, publicado em 1946, foi um testemunho pioneiro dessa experiência atroz, que inaugura o trabalho de Primo Levi como escritor. Depois, o químico continuaria contando a experiência de Auschwitz nas histórias, pesquisas e nos comentários agora recolhidos, que, graças à coerência, clareza e o rigor do método, reforçam a potência narrativa do autor.




Resenha:

Existem já vários livros publicados sobre o período do holocausto, muitos trazem a narração da vida de sobreviventes dos campos de concentração andes, durante e depois da guerra. Eu, particularmente, gosto muito de ler esse tipo de livro, me sinto na obrigação moral de saber pelo que esses sobreviventes passaram, e como boa amante de história, acha esses relatos fundamentais para a posteridade. Já li alguns livros desse tipo e resolvi embarcar na leitura de mais um: Assim foi Auschwitz.


Auschwitz foi um dos principais campos de concentrações construído pelos alemães, e que matou milhões de judeus durante a segunda guerra mundial, sua “fama” se deve aos números de judeus que passaram por lá, como também ao número de pessoas mortas nas câmaras de gás; além disso, Auschwitz tinha uma estrutura grandiosa, possuindo até uma estação de trem própria para facilitar o transporte de “passageiros até o local”. Nesse nos deparamos com relatos do químico Primo Levi e testemunhos do médico Leonardo Benedetti, ambos Italianos e judeus, que foram transportados até o campo no ano de 1944 e ficaram lá até 1945, quando Auschwitz foi libertada.



Primo Levi ficou em um campo de trabalho dentro de Auschwitz, denominado Monowitz, e nesse livro ele relata condições do seu transporte da Itália até a Alemanha, junto com mais de 600 pessoas em vagões de transporte para animais, as condições sub-humana que os judeus viviam nesse local, e o funcionamento da câmara de gás. O livro começa com um relato conjunto de Primo Levi e Leonardo sobre as condições sanitárias de Auschwitz, eles relatam o funcionamento dos postos de atendimento, como era priorizado o atendimento dos pacientes, como as rondas funcionavam, a distribuição dos pouquíssimos medicamentos, e sobre as doenças mais frequentes no campo. Essa parte do livro foi a mais interessante para mim.

“A vergonha e o silêncio dos inocentes podem mascarar o silêncio culpado dos responsáveis, podem adiar e evitar o juízo histórico sobre eles”. Pág 75




O livro segue com depoimentos de alguns sobreviventes italianos que foram transportados junto com Levi; o autor também nos traz transcrições do depoimento que ele deu para as autoridades alemãs depois da guerra, e em vários capítulos ele sempre menciona as condições do transporte dele para Auschwitz, isso tornou o livro um pouco repetitivo; apesar dele não se aprofunda no funcionamento de Auschwitz, o que a maioria dos livros que retratam o assunto fazem, eu achei a primeira parte do livro interessante.

“Nos campos de Chelmno, Sobibór, Treblinka, Maidanek, vivia-se de uma a duas semanas. Se não se fala deles, é porque nenhum judeu retornou desses locais para contar sua história”. Pág 98


Na segunda metade do livro, são feitas análises sobre os depoimentos de Primo leve, sobre as palavras que ele usou e o que elas significavam no contexto, e sobre as opiniões dele sobre diversos assuntos relacionados a guerra, inclusive a necessidade de os sobreviventes do holocausto falarem dos horrores que viveram para evitar que a história se transformasse em uma lenda. Essa parte do livro para mim foi extremamente monótona e desnecessária, e prejudicou muito minha avaliação do livro. A terceira parte traz alguns documentos relacionados aos relatos.

“Nos meses de abril e maio de 1944, foram mortos em Auschwitz 60 mil seres humanos por dia”. Pág 134

Eu gostei muito da edição do livro, e os capítulos curtos facilitaram a leitura. Assim foi Auschwitz, é um livro bom na sua primeira metade, traz informações interessantes para que gosta de ler sobre o tema, mas não é um dos melhores livros sobre o holocausto; a segunda metade na minha opinião, é desnecessária.

“Marcou-me, mas não me tirou o desejo de viver, pelo contrário, aumentou-o, porque conferiu uma finalidade à minha vida: a de dar testemunho, para que nada semelhante volte a acontecer”. Pág 153

1 comentários:

  1. Olá , tenho um interesse grande nos relatos sobre Auschwitz.
    Não conheci esse livro e me interessei muito.
    Beijos

    http://bibliotecabella.blogspot.com.br/

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