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[Resenha #1208] O menino da lista de Schindler - Leon Leyson @editorarocco


O menino da lista de Schindler
Leon Leyson, Marilyn J. Harran, Elisabeth B. Leyson
ISBN-13: 9788579802126
ISBN-10: 8579802121
Ano: 2014 
Páginas: 256
Idioma: português 
Editora: Rocco
Classificação: 5 estrelas
Skoob
Compre: Amazon

Sinopse: Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.




Resenha:

Demorei a escrever sobre esse livro porque ele me tocou de uma forma que eu não consigo expressar com palavras, só lendo e se envolvendo com a história para saber. Ele nos traz a história de Leon Leyson, que foi o mais jovem integrante da lista de Schindler, foi publicado pelo selo da Rocco jovens leitores. O livro tem 256 páginas, com fonte grande e capítulos bem divididos, apesar do tema, a leitura é rápida e dinâmica, daqueles que você ler em no máximo dois dias; gostei muito da edição.





Através das páginas, nos deparamos com o emocionante relato de Leon, que só teve coragem de relatar o horror que ele e sua família viveu na segunda guerra muitas décadas depois do acontecido. No início do livro ele nos relata como era sua vida em uma pequena cidade na Polônia, onde morava com seus pais e irmãos, contando com a presença constante de amigos, parentes e seus avós. Com o passar dos anos eles se mudaram para a Cracóvia, cidade dos sonhos da Polônia, em pleno desenvolvimento, onde Leon fez amigos e se divertiu muito, mas viu sua realidade mudar drasticamente como início da guerra, e com a chegada de tropas alemãs que obrigaram todos os judeus a andarem na rua com uma estrela de Davi na roupa, Leon tinha apenas 10 anos.

“ Por isso, nem mesmo o mais assustador dos contos de fadas poderia ter me preparado para as monstruosidades com as quais me depararia poucos anos mais tarde”. Pág 17




A péssima situação que os judeus viviam só fez piorar com o passar do tempo, e Leon e sua família foram obrigados a se mudarem para guetos na periferia da cidade e submetidos a condições horríveis de moradia, higiene e alimentação. Tudo só piorou quando eles foram transferidos para os campos de concentração, onde a vida deles não tinha absolutamente nenhum valor.

“ Eu não era mais o menino despreocupado e aventureiro que, feliz, ansiava em andar de graça no bonde. De algum modo eu me tornara um obstáculo ao objetivo da Alemanha de dominar o mundo”. Pág 77


Porém, durantes os horrores da guerra, o caminho de Leon cruzou com o de Oskar Schindler. Schindler, uma figura considerada controversa, se aproveitou da guerra e abriu uma fábrica de esmaltados, ele empregou mão de obra judia, e durante o período da segunda guerra retirou dos campos de concentração e salvou da morte mais de mil judeus. O filme que retrata as ações de Schindler (A lista de Schindler), dirigido por Steven Spielberg é uma obra prima, que vale a pena ser assistido!

“No momento em que atravessei o portão de Plaszów, me convenci de que não sairia vivo dali”. Pág 128

Sem me prolongar mais, o livro vale apena ser lido, possui sensibilidade e realidade crua. Me emocionei durante a leitura e o livro entrou para minha curta lista de favoritos! 

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