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[Resenha #1239] O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson @cialetras


O Médico e o Monstro
O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde
Robert Louis Stevenson
ISBN-13: 9788582850138
ISBN-10: 8582850131
Ano: 2015
Páginas: 160
Editora: Penguin / Companhia das Letras
Skoob
Classificação: 5 estrelas
Compre: Amazon

Sinopse: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1886) -- Poucos clássicos da literatura são tão conhecidos e adorados como O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde. Escrito quando o autor tinha trinta e cinco anos de idade, em 1885, o romance foi um sucesso imediato de público e inseriu Robert Louis Stevenson no grupo seleto dos grandes escritores da Literatura Universal. Ao narrar as experiências de um médico que, numa “noite maldita”, tomou uma poção fumegante de coloração avermelhada e descobriu “a dualidade absoluta e primordial do homem”, o autor escocês criou uma história de suspense e horror, em que o perigo iminente não está do lado de fora, mas do lado de dentro, na parte obscura da alma.
Esta edição, além de uma introdução de Robert Mighall, Ph.D. em ficção gótica e ciência médico-legal vitoriana na Universidade de Wales, conta com um prefácio do escritor Luiz Alfredo Garcia-Rosa, que define o romance como “um dos mais perfeitos e provavelmente o mais famoso romance de mistério da literatura de língua inglesa”.




Resenha:

Em "O médico e o monstro", conhecemos o advogado John Utterson um cara calmo, respeitável, um ótimo advogado, mas também muito curioso. E uma das coisas que mais lhe incomodava era o testamento de seu cliente e amigo, Dr. Henry Jekyll. Preocupado, Utterson chega em casa, abre o cofre e pega um envelope, onde consta o testamento do seu amigo e cliente Jekyll. Ao analisar suas cláusulas ele observa algo que o deixa mais preocupado e desconfiado. O testamento dizia que se o doutor desaparecesse ou morresse, toda a sua fortuna deveria ser entregue ao Sr. Hyde. Depois disso, Utterson resolve investigar este tal de Hyde, que até então era desconhecido, e os poucos que o viram, o consideravam um homem misterioso e de uma aparência nada amigável.



"Se cada um pudesse habitar numa entidade diferente, a vida se libertaria de tudo o que é intolerável. O mau poderia seguir o seu destino, livre das aspirações e remorsos do seu irmão gêmeo, a sua contraparte boa. E esta caminharia resolutamente, cheia de segurança, no caminho da virtude, fazendo o bem em que tanto se compraz, sem se expor à desonra e à penitência engendradas pelo perverso. Constitui uma maldição do gênero humano que esses dois elementos estejam tão estreitamente ligados; que no âmago torturado da consciência, continuem a digladiar-se."

Os relatos das atrocidades provocadas pelo Sr. Hyde parecia aumentar. A princípio, uma crueldade "leve", mas não o suficiente para torná-lo perigoso aos olhos da cidade. No entanto, suas atitudes tornavam-se cada vez mais sádicas.

Utterson ficava cada vez mais curioso a respeito dessa estranha relação entre o médico e um desconhecido com má fama. Havia algo naquela história que o incomodava e, seguindo seus instintos, decidiu que era hora de descobrir. 


Dr. Jekyll era, na verdade, o próprio Dr. Hyde. Utterson, depois de muita dificuldade, obteve documentos que resolveriam todo o mistério.

Dr. Hery Jekyll desenvolvera uma droga capaz de transformar um homem. Não apenas sua personalidade, como seu próprio corpo sofria drásticas mudanças. A transformação era dolorosa. A nova personalidade era desprovida de moral, de senso ou limite. Era capaz de fazer tudo o que queria, até mesmo sentir prazer em causar sofrimento.


A princípio, segundo o diário de Jekyll, o experimento era incrível. Durante a noite, transformava-se em Hyde e vivia uma vida sem barreiras ou peso de consciência. Era apenas ele e suas vontades. Mas o controle de uso da droga fora negligenciado. Logo, Hyde tornou-se a mente dominante e, para manter viva a aparência e sanidade de Jekyll, era preciso tomar os remédios. O médico fora substituído pelo monstro e, para mantê-lo sã, a droga era, agora, uma necessidade. O fim, como toda história de terror, não tem um final feliz, mas é de longe um fim trágico. 

"Assim como o lado bom resplandecera na fisionomia deste, o outro lado estava escrito na face daquele. Além disso, esse lado mau - que suponho seja a parte mortal do homem - deixava-me no corpo uma marca de deformidade e degenerescência. E contudo, quando olhava no espelho para essa feia imagem, não sentia nenhuma repugnância, antes um alvoroçado prazer. Pois se era eu também!" 

Mesmo tendo sido escrito no século XIX, O Médico e O Monstro não possui uma escrita tão difícil. A leitura é simples e rápida. Recomendo a leitura desse clássico!


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